A bancada do PT definou, na tarde desta quarta-feira, que o deputado Luiz Eduardo Greenhalgh será o candidato do partido à Presidência da Câmara. O nome dele já figurava entre os quatro postulantes ao cargo, escolhido em votação nesta terça-feira. Junto com ele, disputavam a indicação: Vírgílio Guimarães (MG) que obteve 47 votos, Professor Luizinho (SP) conseguiu 42 votos, e o líder do PT, Arlindo Chinaglia (SP) com 39. Paulo Rocha (PA) desistiu da disputa antes de iniciada a votação, Paulo Delgado (MG) obteve 35 votos e Walter Pinheiro (BA), 23. Nesta primeira votação, cada deputado votou em três nomes.
Pela manhã, o presidente nacional do PT, José Genoino, participou da reunião com os candidatos Arlindo Chinaglia (SP), Luiz Eduardo Greenhalgh (SP), Virgílio Guimarães (MG) e Professor Luizinho (SP), que retirou seu nome da disputa logo em seguida.
- Todos os nomes estão em pé de igualdade. Vamos conversar e tentar afunilar para dois nomes e decidir, seja por acordo ou voto da bancada - disse.
Segundo o deputado Maurício Rands (PE), o resultado mostra que a decisão da bancada tem sido tomada com bastante equilíbrio.
- Não houve posições acirradas e acredito que demos um salto de maturidade, pois foi feito um pacto de unidade. Todas as tendências do partido têm consciência da importância dessa unidade diante da escolha que faremos - afirmou. Segundo ele a decisão de definir o nome somente nesta quarta-feira faz parte do processo de construir um consenso progressivo que seja o melhor para a bancada e para a Casa. Ele não descartou a possibilidade de algum candidato renunciar em favor de outra candidatura.
Foram mais de quatro horas de uma reunião que contou com a presença do presidente nacional do partido, José Genoino.
- Temos a certeza de que estamos construindo um consenso. Nossa bancada conversará com outros partidos dentro de uma composição da Mesa que tenha como agenda o que já foi um dos pontos altos do atual presidente da Casa, a valorização do Legislativo - disse Genoino.
Ele afirmou que espera que o processo de transição na Câmara seja realizado de maneira tranqüila, com a eleição de uma mesa diretora pluralista e democrática. "Não há ingerência nem do PT, nem do governo. A bancada está decidindo de maneira autônoma e com muita responsabilidade, afinal o presidente da Câmara é o terceiro nome da República", observou.