Rio de Janeiro, 09 de Agosto de 2026

Greenhalgh diz que porte de armas por civis é 'prenúncio da barbárie'

Quarta, 09 de Julho de 2003 às 08:09, por: CdB

Possuir armas não dá segurança e pode trazer conseqüências trágicas. A opinião é do deputado Luiz Eduardo Greenhalgh (PT–SP), relator de diversos projetos no Congresso sobre a regularização do porte de armas.

Em entrevista ao programa NBR Manhã, da TV a cabo da Radiobrás, o deputado, que faz parte da Comissão Especial de Armas, instalada nesta quarta-feira, afirmou ser a favor da proibição do porte e armas para a população civil. Para ele, a legislação atual é muito vaga e falha.

- Um exemplo é que se uma pessoa é flagrada com uma arma com o número de série raspada, o proprietário é que processado. É um absurdo completo - afirmou.

Segundo o deputado, um controle rigoroso do porte é essencial.

- Se a sociedade quer ter armas, acho que devemos colocar o máximo de restrições possíveis e permitir que as armas sejam portadas apenas em casa - opinou o deputado.

Para ele, o único porte de arma admissível é o dos policiais.

- Se toda a população se arma para se proteger, surge o ‘Estado hobbesiano’, ou seja, o Estado de todos contra todos. E isso é o prenúncio da barbárie - afirmou.

Greenhalgh contestou o argumento de que em alguns países, como a Suíça, a maioria da população tem armas e a taxa de criminalidade é baixa.

Um país como a Suíça tem enormes diferenças sociais e culturais em relação ao Brasil - afirmou.

Ele também alertou que no Brasil há um ciclo vicioso da ligação entre drogas e armas.

- As drogas financiam as armas e essas armas aumentam a violência social - destacou.

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