Rio de Janeiro, 31 de Agosto de 2026

Grécia vai às urnas neste domingo em busca de rumo econômico

calmaria se instalou no país, antes da tempestade de votos que apontará os novos caminhos para a Grécia, neste domingo.

Sábado, 19 de Setembro de 2015 às 16:03, por: CdB
Por Redação, com Reuters - de Atenas: O turista mais desatento, que passeava pelas ruas de Atenas durante o dia, quase não percebia que o país vive uma das mais definitivas transformações políticas das últimas décadas. A calmaria se instalou no país, antes da tempestade de votos que apontará os novos caminhos para a Grécia, neste domingo. Todas as campanhas e pesquisas eleitorais foram suspensas antes da votação, na manhã seguinte, que promete ser apertada e provavelmente inconclusiva.
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Tsipras leva pequena vantagem sobre o concorrente da centro-direita
A eleição tem sido observada, de perto, pela comunidade internacional, uma vez que o vencedor precisará implementar as profundas reformas econômicas exigidas pelo acordo de resgate de 86 bilhões de euros (US$ 98 bilhões) fechado em agosto entre Atenas e parceiros da zona do euro. O partido de esquerda Syriza, do ex-primeiro ministro Alexis Tsipras, aparece um pouco à frente do principal adversário, o Nova Democracia, partido liderado por Vangelis Meimarakis, de centro direita, segundo uma série de pesquisas de última hora divulgadas na sexta-feira. Mas nenhum partido parecia a caminho de receber os cerca de 38% dos votos calculados como necessários para se obter a maioria dos 300 assentos no Parlamento, segundo pesquisas divulgadas pela agência inglesa de notícias Reuters, dado que o partido vencedor tem 50 assentos garantidos. Tsipras usou seu discurso pré-eleitoral na sexta para tentar angariar apoio de ex-eleitores do Syriza, que ele teme não irem às urnas, desiludidos por ele ter sido forçado a voltar atrás em suas promessas de encerrar a austeridade que vem junto com os sucessivos pacotes de resgate internacionais. — Nem um voto deve ser perdido, não devemos deixar que sejamos derrotados pela abstenção — disse ele em um comício que tinha pouco da paixão demonstrada quando ele chegou originalmente ao poder, em janeiro. Miemarakis acusou Tsipras de fazer “promessas falsas” e chamou sua passagem pelo governo neste ano de “desastre” para a Grécia. — Nosso objetivo é que os países europeus não precisem mais nos dar empréstimos, porque nós finalmente queremos encerrar essa crise — disse ele em uma entrevista ao jornal alemão Bild publicada neste sábado.
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