O projeto de segurança para os Jogos Olímpicos de Atenas 2004 se baseia em cerca de 200 casos fictícios que reúnem qualquer tipo de ameaça e que contam com a participação de 19.502 policiais e de 10.422 militares, segundo publicado hoje, domingo, pelo jornal dominical ateniense "To Vima".
O projeto foi apresentado pelo chefe da polícia grega, Fotis Nasiakos, em 12 de junho passado, ao governo e ao Comitê Organizador para os Jogos Olímpicos de Atenas 2004.
O projeto inclui treze planos de segurança relacionados com as medidas tomadas por terra, mar e ar, para a segurança dos atletas e acompanhantes, dos chefes de estado e de governo e altos funcionários, pessoas importantes e membros do COI, dos jornalistas e turistas e do público em geral, que estarão em Atenas e nas quatro cidades olímpicas durante as Olimpíadas.
Existem estudos especiais para a proteção de altos funcionários governamentais estrangeiros, 32 grupos de consulta para a segurança dos atletas ao serviço dos comitês nacionais olímpicos, observadores na áreas de alta segurança, guarda especial nos aeroportos, portos e fronteiras do país.
Os 15.678 policiais e 9.545 soldados estarão divididos na bacia de Atica e o resto nas cidades de Salônica, Patras, Iraclion e Volos, enquanto que cerca de 4.216 bombeiros e 3.409 agentes da capitania contribuirão para completar o projeto.
O projeto base chamado "Polidefkis" tem 200 hipóteses de possíveis casos de atentados terroristas, situações de emergência, desastres naturais e atentados químicos, que compreendem grandes perdas humanas, com a possibilidade de solicitação de ajuda das forças da Otan ou de países estrangeiros.
A segurança para os Jogos será apoiada por um sistema eletrônico de observação, coordenação e transmissão de informação, com comandos centrais fixos e móveis.
Cinco helicópteros da polícia e outros cinco militares sobrevoarão a capital diariamente e o exército, a força aérea e naval patrulharão continuamente as fronteiras para evitar a entrada ilegal de elementos suspeitos no país.
Também pressupõe uma força especial de soldados da capitania que patrulharão o espaço marítimo das instalações olímpicas esportivas e não esportivas localizadas perto do mar.
O espaço aéreo de cada cidade olímpica será dividido em duas áreas de segurança, sendo a primeira de exclusão de todos os vôos que não estejam relacionados com a segurança dos Jogos, e a segunda área instalada sobre a própria instalação olímpica, onde será proibido o vôo de todo tipo de aviões incluindo os de segurança, mas permitindo o do transporte para a família olímpica.
O projeto de segurança para os Jogos Olímpicos de Atenas é o mais caro da história dos Jogos, com um orçamento que supera um bilhão de euros e que conta com a colaboração de países estrangeiros.