Médicos, professores, juízes e policiais gregos começaram nesta segunda-feira uma série de greves, prevista para durar uma semana, reivindicando, entre outras coisas, aumento nos salários.
O Executivo helênico incluiu na lei de 2004 uma série de medidas que estabelecem um gasto de 1,9 bilhões de euros a favor das categorias menos privilegiadas da sociedade, entre elas, agricultores, trabalhadores de baixos cargos e estudantes.
A medida, segundo a imprensa, foi tomada a poucos meses das eleições políticas da primavera e é vista como um "bônus" eleitoral.
Porém, muitos dos que se sentem excluídos decidiram protestar: esta manhã, médicos de hospitais, professores universitários e de escolas secundárias, policiais, juízes e fiscais, entraram em greve.
O governo disse que se nega a negociar aumentos para aqueles aos quais chama de "setores privilegiados". O premier Costas Simitis explicou que na atual conjuntura da economia, os aumentos só podem ser destinados aos mais pobres.
Os sindicatos dos professores desfilaram hoje pelo centro de Atenas; os hospitais operam com uma equipe restrita e, as provas e inscrições das universidades foram adiados.
O governo grego, que deve ter suposto controle para as Olimpíadas de 2004, previu um aumento do déficit de 1,4% para 2003, contra 1,2% do mesmo ano, e prevê queda de 1,2% para o próximo ano.
Rio de Janeiro, 18 de Agosto de 2026
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