A Grécia declarou nesta sexta-feira que seu planejamento formal de segurança para as Olimpíadas de Atenas, no mês que vem, estava terminado e pronto para proteger os Jogos na maior operação de segurança da história do evento. "Nós estamos prontos. Nós organizaremos uma apresentação de todo o sistema na próxima semana", disse a repórteres o ministro da Ordem Pública, George Voulgarakis.
Preparações que duraram sete anos para o plano de custo recorde de um bilhão de euros (US$1,23 bilhão) têm sido acompanhadas de controvérsia e atrasos, especialmente depois que os organizadores tiveram de superar uma grande reavaliação após os ataques a cidades americanas no 11 de setembro de 2001.
Desde os ataques suicidas da Al Qaeda, a Grécia pediu auxílio à Otan para patrulhas aéreas e marinhas, bem como unidades para ajudar com ameaças nucleares ou biológicas e com uma unidade de forças especiais de prontidão.
O plano também envolveu um grupo conselheiro de sete nações, EUA, Grã-Bretanha, França, Alemanha, Israel, Espanha e Austrália, que aumentaram o orçamento a três vezes em relação ao valor gasto em Sydney, em 2000. 0
Voulgarakis, a cargo de todos os preparativos de segurança dos Jogos, disse que cada medida tinha sido tomada para garantir que as Olimpíadas, também as primeiras desde as guerras no Iraque e no Afeganistão, seriam as mais seguras da história. "Nós estamos prontos para esquematizar um ambiente de segurança apropriado, conforme necessário," disse ele.
Em um esforço para diminuir as preocupações entre os gregos sobre as rígidas medidas, que incluem uma rede de milhares de câmeras, um dirigível auxiliando na vigilância e mais de 70 mil soldados armados, ele disse que tudo estava conforme previsto nas leis gregas e na constituição do país.
O último furor sobre os planos de segurança das Olimpíadas surgiram nesta semana, depois de uma reportagem na edição do New York Times na última quarta-feira, negada tanto pela Grécia como pelos EUA, dizendo que Atenas faria vistas grossas para os seguranças dos estrangeiros que carregassem armas para proteger seus atletas durante o evento realizado de 13 a 29 de agosto. "Todas as medidas estão dentro de nossas leis e são previstas pela constituição do país", disse o ministro.