Como dizia o poeta, nada de novo no front ocidental. Os Estados Unidos continuam sem uma saída para o impasse da dívida e do déficit público. Acaba de ser votado o projeto do republicano John Boehner na Câmara dos EUA. Nesta 6ª, ele obteve 218 votos a favor e 210 contra. Restrita, a sua proposta eleva o limite da dívida em apenas US$ 900 bilhões – ante os atuais US$ 14,3 trilhões.
Na prática, a proposta republicana mal permite o funcionamento do governo até fevereiro ou março de 2012. Em contra partida, exige a redução do déficit do governo em pouco mais de US$ 900 bilhões ao longo de dez anos. O plano seguirá para o Senado, onde o Partido Democrata tem maioria e pretende derrotá-la. O temor é que até lá o impasse realimente a sensação de insegurança, numa economia cujo crescimento do PIB patina em 1,3%.
O episódio é um retrato da divisão do país e de sua incapacidade de sair adiante e superar os efeitos da crise financeira e imobiliária de 2008-2009. O fato nos tem custado e muito, dado à desvalorização artificial e administrada do dólar.
Espanha vai ladeira abaixo
Já, a Europa continua sangrando. Agora é a Espanha que continua ladeira abaixo. Em grande parte, isso se deve graças às notas das agências de risco, que deveriam ter sido fechadas na crise. Essas empresas já erraram, e muito, para dizer o mínimo. Há suspeitas e denúncias de cumplicidade e da participação das mesmas nas verdadeiras fraudes praticadas pelo sistema financeiro americano, sem solução a curto prazo.
Assim, países como o Brasil têm de se cuidar, tomando todas as medidas para proteger suas economias da concorrência desleal e da guerra cambial. Como diz o nosso ministro da Fazenda, Guido Mantega, começando por fazer a Reforma Tributária e implantando - já - a nova fase da Política Industrial.
A gravidade da crise exige de nós, como pediu a presidenta Dilma, audácia. Inclusive na política de educação e de inovação, e nos investimentos na infraestrutura e na logística do Brasil.
Rio de Janeiro, 07 de Outubro de 2026
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