Rio de Janeiro, 06 de Novembro de 2026

Grandes empresas tiveram crédito de 16,2% ao ano, em média

Terça, 20 de Setembro de 2011 às 11:07, por: CdB
Grandes empresas tiveram crédito de 16,2% ao ano, em média

Taxa para clientes preferenciais é até sete vezes menor do que a cobrada de pessoas físicas. Banco Central quer criar referência no setor

Por: Redação da Rede Brasil Atual

Publicado em 20/09/2011, 16:50

Última atualização às 16:50

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São Paulo – As grandes empresas no Brasil tiveram crédito bancário a 16,2% ao ano, em média, de janeiro de 2005 a abril de 2011, segundo o Banco Central (BC). O dado faz parte da pesquisa Taxa Preferencial Brasileira (TPB), cuja primeira edição foi divulgada nesta terça-feira (20), junto do Relatório de Estabilidade Financeira do segundo semestre.

O estudo avalia os percentuais cobrados das principais companhias, por considerar que se tratam dos clientes considerados como preferenciais pelos bancos. Por oferecer riscos menores de inadimplência, elas conseguem empréstimos em condições melhores. A intenção do BC é criar um parâmetro para as demais operações.

Outra pesquisa do BC, sobre taxas em geral, mostra que no cheque especial de pessoa física, por exemplo, o juro cobrado alcança 30% ao ano, enquanto no crédito pessoal chega a 113,84% em 12 meses.

Mesmo sendo bem inferior ao aplicado às famílias, o custo do empréstimo preferencial ainda fica maior dos países em desenvolvimento que compõem o chamado Brics – Rússia, Índia, China e África do Sul, além do Brasil. O percentual também é superior à taxa referencial dos Estados Unidos.

Embora o Brasil tenha alcançado, em 2009, um dos maiores spreads do mundo, segundo estudo do Fundo Monetário Internacional (FMI), a mordida aplicada aos clientes preferenciais também é menor. A margem dos bancos entre a remuneração com que se captam depósitos e a que se cobra dos credores está atualmente em 3,2 pontos percentuais, segundo a pesquisa – já esteve em 2 pontos em 2007 e em 7,18 pontos em 2008, antes e durante a crise internacional. O cálculo considera a diferença entre o juro cobrado e a taxa básica da economia, a Selic.

"Ao corresponder ao custo do empréstimo para clientes com menor risco, é possível, também, utilizá-la como referência para a realização de outras operações de crédito, incentivando a concorrência no mercado de crédito doméstico", justifica o BC.

Foram incluídas na pesquisa empresas grandes, que tenham empréstimos de créditos com três ou mais instituições financeiras. Pelo menos uma das operações em curso precisa ser em valor igual ou superior a R$ 5 milhões.

Nos últimos 12 meses, isso representou 738 empréstimos avaliados de 91 clientes em 13 bancos por mês. Não pode haver atrasos de pagamentos das prestações maiores do que 1% do total da dívida por mais de 90 dias, e exige-se classificação de risco "AA".

O levantamento não incorpora dados de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por serem subsidiadas. Bancos comerciais e públicos, como Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, foram incluídos.

Preparado

O relatório mostra ainda que os bancos brasileiros seguem preparados e com recursos suficientes para enfrentar riscos econômicos e financeiros externos. As instituições mantém, em média, 16,9% do total emprestado para se prevenir em caso de inadimplência. O índice de Basileia (acordo entre bancos centrais de vários países) recomenda que esse percentual seja superior a 11%. Na prática, isso quer dizer que bastaria que, a cada R$ 100 emprestados, o banco mantivesse R$ 11. Mas, em média, são preservados R$ 16,90.

 

Com informações da Agência Brasil

 

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