Rio de Janeiro, 09 de Setembro de 2026

Grande Rio leva polêmica à avenida

O enredo mais polêmico do Carnaval carioca deste ano (Vamos vestir a camisinha, meu amor) foi para a avenida com competência, ajudada por um samba que virou hit dos bailes pré-carnavalescos da cidade. Assims surgiu a Grande Rio como uma das potenciais candidatas ao título deste ano. (Leia Mais)

Segunda, 23 de Fevereiro de 2004 às 06:32, por: CdB

O enredo mais polêmico do Carnaval carioca deste ano (Vamos vestir a camisinha, meu amor) foi para a avenida com competência, ajudada por um samba que virou hit dos bailes pré-carnavalescos da cidade.

Assim, a Grande Rio, do carnavalesco Joãosinho Trinta, surgiu como uma das potenciais candidatas ao título deste ano. A escola de Duque de Caxias nunca foi campeã e pretende ingressar no grupo das grandes agremiações do Carnaval do Rio.

A escola apareceu na Marquês de Sapucaí com um de seus carros alegóricos completamente coberto por um plástico preto no qual podia-se ler uma faixa que dizia em grandes letras vermelhas: "censurado".

Segundo um dos organizadores, "Portal do Kama Sutra", que mostrava estátuas em posição considerada indecente pela igreja, foi coberto por decisão judicial.

Outra estátua que causou polêmica (a que mostrava Adão e Eva simulando o ato sexual) foi coberta com um pano dourado, que lembrava um lençol.

Apresentando algumas fantasias feitas exclusivamente com camisinhas, a Grande Rio de Joãosinho Trinta causou polêmica ao adotar o sexo seguro como tema e, consequentemente, o apelo erótico como principal inspiração de seus carros alegóricos.

Questionado sobre se os carros cobertos queriam propositadamente causar polêmica, ele desconversou e não respondeu. Em outro ano, um episódio semelhante ocorreu. Um boneco de Cristo mendigo foi impedido de desfilar e teve que entrar coberto na avenida. O acontecimento trouxe publicidade e reforçou a fama do carnavalesco.

Muitas alas da Grande Rio representaram o perigo de não usar a camisinha: a morte-com direito a capuz e foice, além de doentes, que 'morriam' durante o desfile.

Uma passista desfilou grávida de bíquini. Na parte de trás de vários carros alegóricos, camisinhas gigantes davam o recado da escola ao público: "se quiser ter prazer carnal, é bom se proteger do mal."

A escola trouxe ainda homossexuais, drag queens e muita lingerie.

Entre os famosos que desfilaram pela escola estavam os atores Raul Gazola e Miguel Falabela, o apresentador Max Fivelinha e o casal global Daniela Escobar e Jayme Monjardim.

O apresentador Chacrinha foi lembrado pela segunda vez na noite (a primeira foi em uma homenagem da São Clemente). A Grande Rio usou em seu enredo o bordão "bota a camisinha, bota meu amor" em seu enredo e dedicou um carro a ele.

Outra atração à parte na escola foi a quantidade de artistas "globais". A atriz Deborah Secco, a Darlene, de Celebridade, estreou como madrinha de bateria esbanjando simpatia, mas mostrando pouca intimidade com o ritmo.

A bateria, comandada pelo mestre Odilon, segurou o desfile à altura, empolgando os foliões na arquibancada.

A comissão de frente, formada por homens e mulheres, causou frisson ao trocar carícias e beijos na boca (homem com mulher, mulher com mulher e homem com homem).

Mas houve problemas: a agremiação poderá ser punida porque o enfeita na cabeça do primeiro mestre-sala, Sidcley, caiu bemn frente a um dos boxes dos jurados do quesito.

Durante o desfile, um destaque num carro alegórico passou mal e outro ficou isolado após a quebra de um suporte. A diretoria da escola tentou impedir que os bombeiros os resgatassem, por medo de que pudesse atrapalhar o desfile.

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