As 161 granadas apreendidas pela polícia do Rio no morro da Coréia, na Zona Oeste do Rio, eram da Aeronáutica. Em ofício enviado ao titular da Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos, delegado Carlos Oliveira, o diretor da RJC Defesa e Aeroespacial Ltda, Robison Egydio Lopes, informou que o material bélico pertence a dois lotes vendidos ao Ministério da Aeronáutica, nos anos de 1996 e 1998.
As numerações que constam das 161 granadas apreendidas pertencem aos lotes CEV-4-11-96, de 1.500 unidades compradas pela Aeronáutica em dezembro de 1996, e RJC 669-98, de 7 mil unidades adquiridas pela força armada em novembro de 1998. O ofício enviado ao titular da DRAE também foi encaminhado ao Comando da 1ª Região Militar do Exército.
Apesar do documento enviado pelo fabricante ao governo do Rio e ao Exército, o chefe da Comunicação Social da Aeronáutica, brigadeiro Teles Ribeiro, informou que as granadas encontradas com traficantes não pertenciam à Aeronáutica. Segundo ele, foi feita uma recontagem dos explosivos e não há indícios de que elas tenham sido desviadas.