Rio de Janeiro, 02 de Fevereiro de 2026

Grã-Bretanha tem 200 células terroristas

Segunda, 02 de Julho de 2007 às 09:20, por: CdB
A Grã-Bretanha tem atualmente mais de 2000 indivíduos sob vigilância, suspeitos de participar de até 200 células que planejam atentados, segundo a agência de inteligência doméstica do país, o MI5.

O MI5 diz ter identificado até 30 planos para supostos ataques e afirma ter desbaratado ao menos meia dúzia de planos de alto impacto.

O número de suspeitos sob vigilância pelo MI5 cresceu 25% nos últimos seis meses. Muitos deles teriam ligações diretas com a Al-Qaeda no Paquistão.

Em uma declaração recente, no início de maio, o diretor-geral do MI5, Jonathan Evans, afirmou que o serviço “precisa ser honesto sobre o que pode e o que não pode ser prevenido em uma sociedade democrática que preza suas liberdades”.

Segundo ele, o serviço de segurança nunca terá a capacidade de investigar todos os indivíduos que aparecem na periferia de cada operação, mas afirma que a agência continuará fazendo todo o possível para proteger a população britânica.

Al-Qaeda

A polícia britânica trabalha com a teoria de que os ataques frustrados em Londres e Glasgow na semana passada têm alguma conexão com a Al-Qaeda – se não na organização, ao menos em relação à motivação e à ideologia.

Conversas recentemente interceptadas já haviam alertado as autoridades de que militantes islâmicos extremistas pretendiam atacar a Grã-Bretanha, muito provavelmente em locais de grande concentração de pessoas.

A aparente adoção de múltiplos carros-bomba como arma marcaria uma nova e preocupante tática para a Al-Qaeda na Grã-Bretanha, mas a idéia está longe de ser novidade.

Uma van carregada com explosivos foi usada na primeira tentativa de derrubar o World Trade Center, em Nova York, em 1993.

Um plano para carregar limusines com cilindros de gás e detoná-las debaixo de pontes em Londres teria sido discutido entre altos membros da Al-Qaeda em 2004.

E, nos últimos anos, carros-bomba se tornaram ocorrência quase diária nas áreas de maioria xiita de Bagdá.

Daí o temor de que esse tipo de tática possa agora ser importada à Grã-Bretanha. Agora as autoridades estão ampliando as investigações em duas direções.

Eles estão tentando encontrar e prender todos os indivíduos com ligações com os recentes atentados frustrados.

E eles estão mobilizando todos os recursos, tanto na Grã-Bretanha quanto no exterior, para estabelecer quem – se houve alguém – planejou os ataques e que outras atrocidades podem estar sendo planejadas.

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