Dez estrangeiros foram presos nesta quinta-feira pela polícia britânica que alegou considera-los uma ameaça à segurança do país e as autoridades disseram que planejavam deportar os detidos.
Em uma declaração, o secretário do Interior, Charles Clarke, disse que a presença das pessoas, dez estrangeiros cujas identidades não foram reveladas, não era propícia para o bem público. Os homens foram detidos por funcionários da imigração, com o apoio da polícia.
Jornais britânicos divulgaram que um clérigo palestino, considerado o "embaixador espiritual de Osama bin Laden na Europa", está entre os detidos.
O Ministério britânico do Interior se negou a identificar os estrangeiros detidos, ou dizer qual é o tipo de ameaça que eles representam. Mas jornais britânicos afirmam que entre os detidos está o xeque Omar Mahmood Abu Omar, 45, um clérigo palestino também conhecido pelo apelido de "Abu Qatada".
O xeque já foi julgado pela Justiça da Jordânia, que o condenou à prisão perpétua, devido a acusações de envolvimento em uma série de explosões e planos de ataques terroristas, incluindo um "projeto" para atacar turistas americanos e israelenses durante a celebração do Ano-Novo, em 2000. Ele não se apresentou nos tribunais jordanianos.
Depois dos ataques com bombas em Londres, o governo anunciou planos para deportar os radicais islâmicos que segundo as autoridades incitam ou glorificam os ataques dos extremistas.
A Grã-Bretanha também assinou uma série de acordos bilaterais com alguns países para facilitar a deportação desses indivíduos.
- Depois de meses de trabalho diplomáticos, agora temos boas razões para crer que podemos obter as garantias necessárias dos países aos quais devolveremos os deportados, para que não os torturem nem os maltratem - disse Clarke.
Ismael Abdurahman, um dos principais suspeitos de envolvimento nos últimos atentados terroristas em Londres foi acusado nesta quinta-feira de novos crimes relacionados com os ataques de 21 de julho em Londres, o que aumenta para cinco o número de acusações contra ele.
As novas acusações, relativas a crimes de ajuda a supostos terroristas, foram apresentadas pelo juiz durante uma audiência judicial em que o acusado prestou depoimento por videoconferência da prisão londrina de segurança máxima de Belmarsh, onde está detido.
Na audiência desta quinta-feira, o juiz apresentou contra ele quatro novas acusações, também relacionadas com esses atentados.
Segundo as novas acusações, Abdurahman supostamente ajudou Isaac a escapar - o terrorista chegou a Roma de trem, vindo da França - e ocultou informação sobre os outros supostos autores dos ataques.