O governo britânico tenta a partir desta terça-feira construir elos com comunidades étnicas, depois que supostos militantes islâmicos atacaram o sistema de transportes de Londres.
A ministra do Interior Hazel Blears espera que uma série de oito encontros na Grã-Bretanha com líderes muçulmanos ajude a conter a radicalização de jovens na comunidade.
Mas ela poderá enfrentar uma dura batalha para dar garantias a líderes comunitários sobre a política de "parar e revistar" da polícia em relação a jovens de grupos étnicos específicos.
Quatro homens-bomba britânicos muçulmanos, os quais autoridades acreditam ter ligação com a rede Al Qaeda, mataram 52 pessoas em ataques a trens e a um ônibus de Londres no dia 7 de julho.
Duas semanas depois, quatro outros tentaram atingir o mesmo sistema, mas as bombas não detonaram.
Quatro suspeitos foram presos em ligação a este incidente, depois da maior busca da história britânica.
A primeira parada dos encontros de Blears será a cidade de Oldham, no norte da Inglaterra e sinônimo de discórdias étnicas desde que explodiram, em 2001, os piores conflitos raciais da Grã-Bretanha em uma década.
A polícia declarou que levará em conta a raça quando decidir quais pessoas serão revistadas, apesar dos temores entre alguns muçulmanos de que isso irrite membros da sua comunidade.
Blears disse à rádio BBC:
- Acho que isso deve ser usado de maneira justa...com base (nos dados da) inteligência - sentenciou ele. .
A medida polêmica recebeu apoio de Ali Dizaei, assessor jurídico da National Black Police Association.
- É uma época extraordinária, que exige medidas extraordinárias. É preciso usar todas as táticas e medidas para pegar terroristas. Por outro lado, não se deve comprometer a confiança das comunidades que são necessárias para pegar os terroristas - diss ele.