A Grã-Bretanha descartou a possibilidade de estabelecer um cronograma para a retirada de seus soldados do Iraque, dizendo que ficarão "até que o trabalho seja feito".
Em um artigo publicado no jornal inglês Times nesta sexta-feira, o secretário de Defesa, John Reid, disse que a retirada ocorrerá somente depois que os iraquianos forem capazes de assumir a liderança para lidar com a insurgência.
- Qualquer retirada de tropas será baseada em condições locais, não em um cronograma imutável. Isto significará uma transição, um processo, não uma decisão peremptória ou um evento determinado - escreveu Reid.
Autoridades norte-americanas evitaram propor um cronograma desde que a violência da insurgência aumentou significativamente depois da posse do novo governo, em abril.
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse repetidas vezes que um cronograma depende das tropas iraquianas estarem prontas para manter a paz.
Documentos do governo britânico que vazaram para a imprensa e foram publicados em um jornal de Londres no mês passado indicam que a Inglaterra estaria planejando reduzir suas forças no Iraque de 8.500 para 3.000 soldados até meados do ano que vem.
O documento, publicado pelo jornal Mail no último domingo, disse que os Estados Unidos estariam discutindo planos de reduzir suas tropas de 140 mil para 66 mil soldados até meados de 2006.
O secretário de Defesa Reid disse que a Inglaterra permaneceria "lado a lado" com o Iraque até que a nova democracia esteja enraizada no país.
A Grã-Bretanha foi o principal aliado dos Estados Unidos na guerra de 2003 para derrubar Saddam.