A Relatório Eliasch, elaborado pelo empresário sueco John Eliasch, assessor para florestas do primeiro-ministro britânico Gordon Brown, defende que países ricos, em especial a Grã-Bretanha, dêem dinheiro para incentivar emergentes a preservar as matas tropicais.
Eliasch é o milionário que criou polêmica com uma campanha de coletar fundos para comprar parte da floresta amazônica brasileira.
O relatório segue a linha de que os chamados "serviços florestais" têm de compensar financeiramente a manutenção da floresta de pé.
Modelos incluídos no estudo estimam que o custo da mudança climática gerado pela perda de florestas crescerá a passos largos até 2100, quando chegará a US$ 1 trilhão por ano, se medidas não forem tomadas a tempo.
Por isso, o documento pede um acordo internacional que tenha como objetivo reduzir à metade as emissões causadas pela perda de matas tropicais até 2020, o que geraria ganhos de US$ 3,7 trilhões em longo prazo pelas estimativas citadas pelo estudo.
O relatório propõe o objetivo de tornar o setor florestal neutro até 2030 – o que significa que a perda de matas seria compensada com o plantio de novas florestas. "A comunidade internacional deve prover o financiamento necessário para alcançar essas metas", diz o estudo.