A investigação vai analisar a hipótese, defendida pelos advogados do pai de Dodi Al-Fayed, Mohamed Al-Fayed, de que houve conspiração para matar o casal.
Em um procedimento pouco comum no sistema britânico, as audiências serão feitas não apenas por um juiz, mas por um júri - uma vitória da família Fayed, que deseja que o grupo ouça os depoimentos da família real.
Mohamed Al-Fayed questiona as conclusões de um inquérito anterior, do comissário da Scotland Yard na época do acidente, John Stevens, que em dezembro de 2006 descartou a hipótese de conspiração.
Diana, 36, Dodi Al-Fayed, 42, e o motorista Henri Paul morreram quando a Mercedes Benz em que eles se encontravam se chocou contra uma das pilastras do túnel sob a Ponte L’Alma, em Paris, em 31 agosto de 1997.
Falando ao canal de TV ITV antes da abertura do processo, um porta-voz de Mohamed Al-Fayed disse que esta é a última grande chance de chegar à verdade.
Michael Cole, porta-voz do pai, pediu aos membros da família real que forneçam evidências para o processo.
— Em determinados momentos de sua vida, a única pessoa com quem a princesa Diana poderia falar em confiança na família real era a rainha — disse Cole. — Ela tem um conhecimento sem igual do que passava na cabeça da princesa.
Jurí
Onze de 25 potenciais candidatos serão escolhidos para formar o júri. As audiências podem durar até seis meses.
Os 11 escolhidos viajarão a Paris para refazer os últimos momentos da vida da princesa.
Na quinta-feira, durante um processo de seleção dos jurados – que reduziu o número de candidatos de 80 para os atuais 25 – o juiz que conduzirá esta nova investigação, Scott Baker, disse que a morte de Diana e Dodi gerou interesse mundial em escala sem precedentes.
— Milhões de palavras foram ditas e escritas. Há diversos livros, programas de televisão, artigos que foram publicados, alguns por pessoas envolvidas de forma próxima com os eventos, outros não — afirmou.
Baker – um dos juízes mais experientes da Grã-Bretanha – pediu que o futuro júri tome sua decisão baseando-se apenas nas evidências apresentadas na Corte.
— Se houver alguma reportagem nos jornais, não as leiam, e se houver algum programa de televisão sobre a morte de Diana, ou qualquer notícia sobre esta investigação, não os vejam.