Rio de Janeiro, 23 de Maio de 2026

Grã-Bretanha deve reconhecer fim da Constituição da UE

A Grã-Bretanha deverá reconhecer na segunda-feira o fim da Constituição da União Européia, depois das rejeições dos eleitores da França e da Holanda por absoluta maioria. Mas, temendo ser o primeiro governo a declarar publicamente a morte da Constituição e receber a culpa pela rejeição, a medida deverá ser colocada em prática na forma de um adiamento por tempo indefinido da lei do governo que abre caminho para o referendo. (Leia Mais)

Domingo, 05 de Junho de 2005 às 08:25, por: CdB

A Grã-Bretanha deverá reconhecer na segunda-feira o fim da Constituição da União Européia, depois das rejeições dos eleitores da França e da Holanda por absoluta maioria.

Mas, temendo ser o primeiro governo a declarar publicamente a morte da Constituição e receber a culpa pela rejeição, a medida deverá ser colocada em prática na forma de um adiamento por tempo indefinido da lei do governo que abre caminho para o referendo.

Uma porta-voz do primeiro-ministro Tony Blair disse no domingo que o secretário do Exterior Jack Straw fará um comunicado ao parlamento sobre a constituição na segunda-feira, mas ela recusou-se a comentar o conteúdo.

Mas Anthony King, professor de política da Universidade Essex, foi direto.

"Ficarei surpreso se Straw não deixar claro explicitamente, ou implicitamente, que a Grã-Bretanha não vai continuar com os planos de referendo", disse ele à Reuters depois que os eleitores de dois membros fundadores do bloco jogaram a UE em uma crise.

"Minha opinião é que haverá sinal - mesmo se ele não disser com palavras - de que ele e o governo britânico consideram a Constituição morta", disse.

Simpatizantes argumentam que a Constituição é necessária para simplificar a burocracia do bloco e o processo de tomada de decisões. Oponentes dizem que centraliza o poder em Bruxelas e reduz os governo nacionais a participantes com menos influência.

Dez países da UE, ou cerca de metade da população do bloco, aprovaram a Constituição, mas as rejeições da França e da Holanda levantaram dúvidas sobre sua viabilidade.

Pesquisas de opinião na Dinamarca, Portugal, Polônia e República Tcheca - que já foram favoráveis à Constituição - caíram desde as votações na França e na Holanda.

A posição oficial na Grã-Bretanha, que assume o comando da UE por seis meses a partir de julho, é a de que qualquer atitude deve esperar pelo encontro do bloco de países em 16 de junho.

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