Rio de Janeiro, 01 de Abril de 2026

Governo vai internacionalizar a Eletrobras

Ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau e o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, com a presença também do presidente da Eletrobrás, Aloísio Vasconcelos, participaram, da abertura do 11° Congresso Brasileiro de Energia, no Hotel Glória. Após a abertura, o presidente da Eletrobrás participou da mesa redonda "A expansão do setor elétrico", junto com o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim. Vasconcelos Novais reafirmou, em seu discurso, que pretende propor "a internacionalização" da companhia. (Leia Mais)

Quarta, 16 de Agosto de 2006 às 08:40, por: CdB

Ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau e o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, com a presença também do presidente da Eletrobrás, Aloísio Vasconcelos, participaram, da abertura do 11° Congresso Brasileiro de Energia, no Hotel Glória. Após a abertura, o presidente da Eletrobrás participou da mesa redonda "A expansão do setor elétrico", junto com o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim. Vasconcelos Novais reafirmou, em seu discurso, que pretende propor "a internacionalização" da companhia.

- Por que a empresa não abre capital no mercado exterior? A economia deve crescer a 3,5% ou 4% ao ano e a energia tem que crescer a 5% ou a 6% ao ano - perguntou ele, após afirmar que a projeção para a economia até 2009 e 2010 é de equilíbrio.

A companhia também informou, há uma semana, que poderá lançar seus papéis na Bolsa de Nova York ainda este ano. A Eletrobras prepara até meados de setembro toda a documentação necessária para que a empresa tenha American Depositary Receipts (ADRs) em nível II, o que permitirá oferta pública dos papéis da estatal na bolsa novaiorquina.

Os ADRs são certificados, emitido por bancos norte-americanos, que representam ações de uma empresa fora dos Estados Unidos. Desde 1995, a empresa só tinha ADRs em nível I, o que permitia negociação no mercado de balcão norte-americano, onde são negociadas ações de empresas não registradas na Bolsas de Valores de NY, e sem possibilidade de oferta pública.

Lucro

A Eletrobrás registrou um lucro no segundo trimestre de R$ 462,3 milhões, contra um prejuízo de R$ 612 milhões no mesmo período de 2005. No acumulado do semestre, a empresa obteve um resultado positivo de R$ 320,4 milhões, contra um negativo de R$ 36,4 milhões nos primeiros seis meses do ano passado. O resultado do segundo trimestre assegurou aos acionistas o equivalente a R$ 0,57 por lote de mil ações.

Três fatores alavancaram os resultados da companhia neste semestre. O primeiro foi o câmbio. Nos primeiros seis meses de 2005, o dólar americano teve uma desvalorização em relação ao real de 11,46%, enquanto no mesmo período desse ano, a valorização da moeda brasileira caiu para 7,54% em relação à moeda americana. No trimestre, essa mudança de curva foi ainda mais acentuada. Entre abril e junho do ano passado, o real se valorizou 11,84% em relação ao dólar, enquanto nos mesmos três meses de 2006, a valorização foi de apenas 0,37%.

O segundo fator que contribuiu para o bom resultado da Eletrobrás no semestre foi o ganho financeiro decorrente dos empréstimos e financiamentos concedidos pela empresa, que gerou pouco mais de $ 1 bilhão de receita nos primeiros seis meses de 2006. O terceiro ponto importante foi a desoneração da companhia, obtida pela conversão do empréstimo compulsório, no valor de R$ 3,5 bilhões, ocorrida em 2005. Essa desoneração reduziu as despesas financeiras em cerca de R$ 273 milhões no primeiro semestre desse ano.

O balanço da Eletrobrás também mostra o impacto positivo das controladas em seu resultado. No segundo trimestre de 2006, a holding recebeu R$ 160,6 milhões por sua participação nas controladas, fator que representou uma receita de R$ 671,6 milhões nos primeiros seis meses desse ano. Nesse setor, o destaque coube à melhoria do resultado da Eletronorte, que teve um prejuízo de cerca de R$ 269 milhões no semestre, bem inferior ao registrado no mesmo período de 2005, que atingiu R$ 415,1 milhões.

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