Outros 6,3 milhões de preservativos devem ser repassados até segunda-feira aos Estados e municípios brasileiros em decorrência da campanha do Ministério da Saúde para combater a Aids durante o carnaval. No mesmo dia, o ministério receberá 28 milhões de camisinhas, parte de uma compra de 300 milhões de unidades realizada no ano passado. Já foram entregues cinco milhões de unidades.
Segundo o coordenador adjunto de DST/Aids do ministério, Ricardo Pio Marins, a entrega e distribuição da compra deveria ter sido feita no dia 17 de dezembro, mas houve atraso por parte do fabricante.
- Nós tivemos algumas compras que foram reprovadas na qualidade do preservativo ou em condições técnicas da distribuição das camisinhas, o que atrasou a entrega, mas pelo menos dez dias antes do carnaval os preservativos chegarão aos estados e municípios.
Quase 100% dos preservativos distribuídos pelo governo são importados e a certificação de qualidade é um dos fatores que atrasa o repasse. Na semana passada, o Ministério da Saúde recebeu um lote de 11 milhões de camisinhas, das quais sete milhões foram reprovadas.
- As compras são internacionais. Quando esses preservativos chegam eles precisam ser certificados pelos critérios brasileiros e, às vezes, eles vêm fora da especificidade. Em uma compra grande, que nós esperávamos que chegasse para abastecer o país, tivemos um problema sério. Quase 70% dos preservativos foram reprovados nas condições técnicas - explica o coordenador.
Boa parte das camisinhas importadas pelo Brasil são de empresas Ásia, que desde a tragédia provocada pelo maremoto na região, em dezembro passado, têm pedido o aumento de prazo para entregar a mercadoria. De acordo com Marins, "a grande maioria dos preservativos usados no Brasil são importados porque os preços internacionais são muito mais baixos que os preços praticados no Brasil". Segundo ele, as empresas brasileiras produzem para o mercado privado e, pelo fato da demanda de camisinhas do Ministério da Saúde ser muito grande, é preciso colocar a compra em concorrência internacional. O Brasil paga R$ 0,05 centavos por cada preservativo importado.
Mesmo com as dificuldades, em 2005 o Ministério da Saúde espera distribuir 700 milhões de camisinhas. Para isso, estima gastar R$ 39 milhões. Em 2004, a meta era entregar 400 milhões de preservativos, mas o número não passou de 150 milhões.
Governo vai distribuir mais 6,3 milhões de preservativos
Domingo, 23 de Janeiro de 2005 às 12:31, por: CdB