O governo federal vai criar uma política de incentivo ao setor sucroalcooleiro para retomar investimentos e ampliar a produção de etanol.
– Queremos propor uma política que envolva o apoio ao produtor de cana e de açúcar e álcool –, disse nesta terça-feira o ministro da Agricultura, Wagner Rossi, durante visita à feira do setor, em Araçatuba (SP).
A nova política seria uma reação à preocupação do governo com a baixa nos estoques do biocombustível no país.
Dados da consultoria Datagro divulgados na feira, apontam que o estoque de passagem entre as safras 2010/2011 e 2011/2012 de cana-de-açúcar no Centro-Sul, em 1º de abril, será de 590 milhões de litros. O volume é suficiente para apenas 9,5 dias de consumo.
No entanto, não faltará etanol porque haverá uma produção de 1,5 bilhão a 1,7 bilhão de litros do biocombustível, que será feita de forma antecipada, no início das operações das destilarias, em março.
– Nós estamos com um problema de oferta, estamos no limite de passarmos o ano (safra) com margens muito pequenas –, admitiu Rossi.
O consumo total de etanol no Brasil em 2010 caiu 2,9% ante o ano anterior, a primeira queda anual desde 2003, com consumidores reduzindo o uso do biocombustível e preferindo a gasolina, economicamente mais vantajosa no período.
De acordo com a ANP, o consumo total de etanol no Brasil em 2010 ficou em 22,16 bilhões de litros, ante 22,82 bilhões em 2009.
Já o consumo de gasolina C, aquela já acrescida de etanol anidro, subiu 17,5% em 2010, para 29,84 bilhões de litros.
Segundo a ANP, os elevados preços do açúcar no mercado internacional, os maiores em 30 anos, fizeram com que as usinas aumentassem a produção do adoçante, reduzindo o volume de cana destinado ao álcool e, consequentemente, provocando um aumento no valor do biocombustível no varejo.
O consumo de etanol em vez da gasolina só compensa economicamente para o consumidor quando o valor do álcool é de, no máximo, 70% do preço da gasolina.
– A queda do álcool se deve à conjuntura internacional, com uma demanda maior por açúcar. Teve a Índia, com uma demanda maior pelo segundo ano consecutivo, por conta da seca. E há uma movimentação natural do mercado de mudar a produção de etanol para o açúcar –, afirmou Allan Kardec, diretor da ANP.
Para o próximo ano, no entanto, ele acredita que o consumo de etanol vai se recuperar, porque as perspectivas para a próxima safra de cana-de-açúcar do Brasil são satisfatórias.
Governo vai criar política de incentivo à produção de etanol
O governo federal vai criar uma política de incentivo ao setor sucroalcooleiro para retomar investimentos e ampliar a produção de etanol. O consumo total de etanol no Brasil em 2010 caiu 2,9% ante o ano anterior, a primeira queda anual desde 2003, com consumidores reduzindo o uso do biocombustível e preferindo a gasolina.
Quarta, 16 de Fevereiro de 2011 às 07:57, por: CdB
O governo federal vai criar uma política de incentivo ao setor sucroalcooleiro para retomar investimentos e ampliar a produção de etanol.
– Queremos propor uma política que envolva o apoio ao produtor de cana e de açúcar e álcool –, disse nesta terça-feira o ministro da Agricultura, Wagner Rossi, durante visita à feira do setor, em Araçatuba (SP).
A nova política seria uma reação à preocupação do governo com a baixa nos estoques do biocombustível no país.
Dados da consultoria Datagro divulgados na feira, apontam que o estoque de passagem entre as safras 2010/2011 e 2011/2012 de cana-de-açúcar no Centro-Sul, em 1º de abril, será de 590 milhões de litros. O volume é suficiente para apenas 9,5 dias de consumo.
No entanto, não faltará etanol porque haverá uma produção de 1,5 bilhão a 1,7 bilhão de litros do biocombustível, que será feita de forma antecipada, no início das operações das destilarias, em março.
– Nós estamos com um problema de oferta, estamos no limite de passarmos o ano (safra) com margens muito pequenas –, admitiu Rossi.
O consumo total de etanol no Brasil em 2010 caiu 2,9% ante o ano anterior, a primeira queda anual desde 2003, com consumidores reduzindo o uso do biocombustível e preferindo a gasolina, economicamente mais vantajosa no período.
De acordo com a ANP, o consumo total de etanol no Brasil em 2010 ficou em 22,16 bilhões de litros, ante 22,82 bilhões em 2009.
Já o consumo de gasolina C, aquela já acrescida de etanol anidro, subiu 17,5% em 2010, para 29,84 bilhões de litros.
Segundo a ANP, os elevados preços do açúcar no mercado internacional, os maiores em 30 anos, fizeram com que as usinas aumentassem a produção do adoçante, reduzindo o volume de cana destinado ao álcool e, consequentemente, provocando um aumento no valor do biocombustível no varejo.
O consumo de etanol em vez da gasolina só compensa economicamente para o consumidor quando o valor do álcool é de, no máximo, 70% do preço da gasolina.
– A queda do álcool se deve à conjuntura internacional, com uma demanda maior por açúcar. Teve a Índia, com uma demanda maior pelo segundo ano consecutivo, por conta da seca. E há uma movimentação natural do mercado de mudar a produção de etanol para o açúcar –, afirmou Allan Kardec, diretor da ANP.
Para o próximo ano, no entanto, ele acredita que o consumo de etanol vai se recuperar, porque as perspectivas para a próxima safra de cana-de-açúcar do Brasil são satisfatórias.