Jorge Hage Nota divulgada pela Controladoria-Geral da União (CGU) informa que seu titular, o ministro Jorge Hage (PMDB), abriu Processo Administrativo Disciplinar para apurar possíveis irregularidades cometidas por funcionários e executivos do Ministério do Turismo. Segundo o comunicado, a ação foi aberta a pedido do ministro do Turismo, Pedro Novais (PMDB).
Hage recomendou ao Ministério do Turismo a suspensão, por 60 dias, de pagamentos a quaisquer empresas contratadas por convênio na área de capacitação. Um destes convênios, firmados no Amapá, deu origem às denúncias que levaram à prisão de 35 pessoas da Pasta.
Na nota, a CGU esclarece que já existem auditorias em curso para apurar fraudes em dois tipos de projetos do Ministério. Num deles, sobre a destinação de recursos para a realização de eventos turísticos; no outro, na área de capacitação de mão de obra, audita convênios com várias entidades, incluindo três que foram objeto das denúncias recentes.
Sobre os primeiros, diz a CGU, a destinação de recursos vem sendo fiscalizada desde 2009 e relatórios foram encaminhados ao Ministério do Turismo, ainda no governo Lula. A nota da CGU esclarece que "na ocasião, o então ministro (do Turismo) Luiz Barretto tomou várias medidas saneadoras, dentre as quais o estabelecimento de teto para pagamento de cachês artísticos e de limite máximo de despesa por evento. Em alguns casos, onde havia irregularidades mais graves, os relatórios da CGU foram encaminhados ao MPF e a PF".
Sobre os segundos, a CGU adianta não ter como antecipar conclusões porque os trabalhos, iniciados entre abril e maio deste ano, ainda se encontram em andamento. Como se vê, a nota com os procedimentos adotados pela CGU comprovam que o governo não deixa passar sem apuração e dá combate sem tréguas às denúncias de corrupção.
Foto: CGU.