Governo tem quase os 172 votos necessários para barrar impeachment
O líder do PT na Câmara dos Deputados, Afonso Florence, disse, nesta quinta-feira, que o governo tem os quase 172 votos necessários para barrar o impeachment da presidenta Dilma Rousseff durante votação no plenário da Casa, no domingo.
Para que o pedido de impeachment prossiga para o Senado, dois terços (342) dos 513 deputados devem votar a favor
Por Redação, com ABr - de Brasília:
O líder do PT na Câmara dos Deputados, Afonso Florence, disse, nesta quinta-feira, que o governo tem os quase 172 votos necessários para barrar o impeachmentda presidenta Dilma Rousseff durante votação no plenário da Casa, no domingo.
- A oposição precisa de 342 votos 'sim' pelo impeachment e hoje eles não têm e não terão. E, nas ruas, o movimento pela legalidade democrática tem influenciado muito o voto de indecisos. O governo obviamente se preocupa com os indecisos. Há um trabalho de persuasão - afirmou Florence.
Para que o pedido de impeachment contra a presidenta Dilma siga para o Senado, dois terços (342) dos 513 deputados devem votar a favor
Ele deu a declaração após café da manhã no Palácio da Alvorada em que a presidenta reuniu ministros e parlamentares da base aliada. Para que o pedido de impeachment prossiga para o Senado, dois terços (342) dos 513 deputados devem votar a favor.
- A presidenta agradeceu os membros da comissão que votaram contra a admissibilidade do processo de impeachment e reiterou que não há crime de responsabilidade. Temos trabalhado com muita parcimônia em contraposição a essa campanha de 'já ganhou' da oposição - afirmou Florence.
Estavam presentes no café da manhã os ministros Jaques Wagner (Gabinte Pessoal), Ricardo Berzoini (Secretaria de Governo), Armando Monteiro (Desenvolvimento e Indústria), Antonio Carlos Rodrigues (Transportes), Marcelo Castro (Saúde), Celson Pansera (Ciência e Tecnlogia) e Mauro Lopes (Aviação Civil).
PDT contra o impeachment
Alguns antigos aliados decidiram reforçar o apoio ao Palácio do Planalto nesta quarta-feira. O PDT, mesmo com parlamentares críticos a algumas conduções do Executivo, principalmente na área econômica, avisou que se mantém na base e fechou questão para votar contra o impedimento da presidenta Dilma Rousseff.
A decisão foi tomada numa reunião na casa do líder na Câmara, deputado Weverton Rocha (MA), com o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, e o ministro André Figueiredo, das Comunicações, que terminou à 1h30 da madrugada.
– A reunião foi longa. É característica do partido ter discussões. O partido tem muitas criticas desde o início do governo – disse Weverton.
Defesa da democracia
Mesmo com as divergências, os 19 dos 20 deputados que integram a bancada confirmaram que vão seguir a orientação nacional.
– O partido decidiu que lutará contra o impeachment porque a solução do problema não será apenas tirando Dilma de seu mandato. A bancada reitera que ficará do lado da democracia e não apoiaremos este golpe – completou.
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