Valeu! Defendemos semanas seguidas aqui no blog, o recurso à Contribuição de Intervenção no Domínio Público (CIDE) para resolver o problema do aumento ou não da gasolina. É gratificante ver que o governo agora, conforme anunciou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, decidiu recorrer aos mecanismos da CIDE, se necessário, para reduzir a tributação sobre os combustíveis e impedir que uma eventual elevação dos preços nas refinarias chegue ao varejo.
"Em algum momento a Petrobras poderá ter que elevar os preços, mas neutralizaremos (o aumento) com a queda da CIDE", antecipou o ministro da Fazenda. Muito bom, mas é pouco, ainda, ministro Mantega!
O governo precisa urgentemente repensar o transporte público e sua política de investimentos e financiamento para o setor, sem excluir até o subsidio ao óleo diesel e um amplo programa de apoio as cidades e regiões metropolitanas com intervenção direta na regulação de políticas para estas áreas.
País exige política específica para regiões metropolitanas
Hoje essa normatização se restringe, praticamente, à competência exclusiva dos municípios, sem políticas metropolitanas e sem uma política nacional de regulação. Esta paralisia escuda-se nas restrições legais e constitucionais de nossa legislação que precisa, pode e deve ser mudada.
A Copa do Mundo de Futebol de 2014 em 12 capitais no país, e as Olímpiadas de 2016, no Rio, vem aí e, lembremo-nos, no momento em que o Brasil conquistou o direito de sediar os dois eventos, todo um capítulo sobre realizações de obras e melhorias nos nossos transportes e trânsito urbanos passou a ser incluído em todos os documentos oficiais e planos do governo.
Há que cumprí-lo agora, iniciar sua execução já e, claro, não só para estas capitais, mas para todos os nossos grandes centros - é grande o número de regiões metropolitanas formadas no país hoje - urbanos.
As grandes cidades brasileiras requerem uma política nacional de transportes, trânsito, de mobilidade enfim, que comece, se necessário, pela mudança de nossa legislação elaborada ainda de acordo com outra realidade.
Rio de Janeiro, 19 de Agosto de 2026
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