A Advocacia Geral da União (AGU) vai recorrer, ao Superior Tribunal de Justiça, da decisão do Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ª Região, que garante o direito de greve aos advogados públicos federais.
Na sexta-feira, o TRF anulou a decisão da juíza Iolete Maria Fialho, da 16ª Vara de Justiça Federal do DF que considerava a greve ilegal, por causar “danos de difícil reparação” ao patrimônio público, com repercussões para o contribuinte.
Segundo o secretário-geral do Fórum Nacional da Advocacia Pública Federal, Jorge Messias, é natural que a AGU recorra.
– Faz parte do processo, mas temos a confiança e a tranquilidade de que todo o procedimento desenvolvido foi feito dentro da absoluta legalidade. Temos a tranquilidade que a justiça vai continuar resguardando o nosso direito de greve, disse.
A categoria é formada por advogados da União, procuradores da Fazenda Nacional, procuradores federais, procuradores do Banco Central e defensores públicos da União.
Eles decidiram pela paralisação após o anúncio do ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo, da suspensão dos reajustes salariais para os servidores públicos por causa do fim da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). O acordo firmado entre as entidades de classe e o govarno federal, em novembro do ano passdo, previa reajuste de 30% até 2009.
O Fórum Nacional da Advocacia Pública Federal espera se reunir com o presidente da república, Luiz Inácio Lula da Silva, e com o Ministério do Planejamento para discutir o cumprimento do acordo.
Governo recorre contra greve de advogados públicos
Terça, 29 de Janeiro de 2008 às 11:55, por: CdB