Rio de Janeiro, 14 de Agosto de 2026

Governo quer votação do relatório da reforma tributária no dia 21

Quarta, 13 de Agosto de 2003 às 11:02, por: CdB

O governo pretende colocar em votação na quinta-feira da próxima semana, dia 21, o relatório da proposta de reforma tributária, na Comissão Especial - que analisa o mérito da matéria na Câmara. O calendário do governo prevê que o relatório será apresentado à comissão na noite de segunda-feira, a fim de deixar o texto pronto para a votação em plenário na semana seguinte, após negociações com os partidos aliados e de oposição.

No final desta semana e início da próxima, os líderes dos partidos da base aliada pretendem ouvir opiniões de empresários, para que o setor tenha participação na definição de alguns pontos do texto. A informação foi dada pelo líder do governo na Câmara, deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP,) após um café da manhã na casa do presidente da Câmara, deputado João Paulo Cunha (PT-SP).

Participaram do encontro os ministros Antonio Palocci (Fazenda) e José Dirceu (Casa Civil), o relator da proposta de reforma tributária, deputado Virgílio Guimarães (PT-MG), além dos líderes e vice-líderes da base aliada na Câmara.

— Nós tomamos a iniciativa, através da liderança do governo, de convocar os empresários. Nós achamos que além dos governadores, os empresários também devem e precisam ser ouvidos, já que a reforma tributária tem como centralidade a preocupação em facilitar os investimentos, ampliar as exportações, gerar empregos e renda, e criar um ambiente favorável à retomada do crescimento da economia — justificou Rebelo.

Segundo o líder, o governo não leva em consideração a possibilidade de fatiar a reforma tributária para apressar a votação de itens e dispositivos importantes, como a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira, o imposto do cheque) e a desvinculação das receitas da União.

— O governo desconhece a tese da reforma fatiada. A Câmara dos Deputados não tomou conhecimento. Nós temos o objetivo de aprovar uma reforma enxuta, mas eficaz. Nós temos a esperança de que a reforma possa ser aprovada dentro do prazo necessário para o governo, para a economia e para os Estados — afirmou.

Aldo Rabelo garantiu, ainda, que os destaques e emendas propostos ao texto da reforma da Previdência serão votados nesta quarta, no plenário. Segundo o líder, apenas um destaque ainda não foi acordado: o que diz respeito ao redutor de 50% sobre o valor das pensões que ultrapassarem o teto de R$ 2.400. Aldo Rebelo disse que irá negociar com o PFL, partido que propôs o destaque, para tentar chegar a um consenso ainda antes da votação.

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