Já está pronto, na Casa Civil da Presidência da República, o anteprojeto de lei que pretende reduzir para no máximo 15 dias o tempo para registro de novas empresas. Atualmente, o tempo da burocracia consome até 152 dias, de acordo com levantamento realizado recentemente pelo Banco Mundial (Bird) e que relaciona o Brasil como 73º no ranking dos países que mais atrasam a formalização de empresas.
A informação de que o anteprojeto já está definido, de acordo com sugestões dos diferentes segmentos do governo e da iniciativa privada, e "pode" ser mandado ao Congresso Nacional ainda este ano, é do secretário do Desenvolvimento da Produção, Antonio Sérgio Martins Mello. Ele disse que o documento nasceu a partir de consulta pública, visando aumentar a competitividade do país na abertura de firmas.
O grupo de trabalho interministerial - envolvendo os ministérios da área econômica, Previdência, Trabalho, Casa Civil e Justiça - gastou apenas um mês para consultar os diferentes segmentos organizados da sociedade e colher sugestões que levaram ao diagnóstico das barreiras que mais desestimulam o empreendedorismo no país.
O Departamento Nacional de Registro Comercial (DNRC), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior coordenou, inclusive, um seminário com representantes das juntas comerciais, contadores e agentes produtivos para colher subsídios para o projeto, que foi anunciado pelo ministro Luiz Fernando Furlan, no final de maio, no Palácio do Planalto.
"De posse das mais de 80 sugestões que nos foram encaminhadas, formatamos o texto que tem o objetivo imediato de reduzir exigências para a formação de empresas", disse Antonio Sérgio. Dentre elas, a criação de uma Rede Nacional para Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios (Redesim) com atuação integrada de prefeituras, juntas comerciais, receitas e outros órgãos envolvidos no processo de legalização empresarial.
O objetivo, segundo ele, é unificar os diferentes focos das exigências para que o cumprimento dos pré-requisitos possa acontecer de forma simultânea e o empresário economize tempo e inicie logo sua atividade. Tempo que também é desperdiçado no fechamento de empresas, que pode se arrastar por até dez anos, enquanto não forem resolvidas todas as pendências tributárias, acrescentou.
Governo quer reduzir tempo para abertura de empresas
Domingo, 03 de Julho de 2005 às 07:25, por: CdB