A Secretaria Nacional de Economia Solidária (Senaes) do Ministério do Trabalho e Emprego, entrou na ação para impedir que a Polysom do Brasil, única fábrica de discos de vinil do país (os chamados bolachões), feche definitivamente suas portas em virtude de dificuldades técnicas e financeiras.
A mobilização começou no ano passado sob a liderança do Ministério da Cultura com o lançamento das iniciativas destinadas à preservação da fábrica. Participaram do ato o ministro Gilberto Gil e de profissionais ligados à indústria fonográfica nacional.
Em reunião com os proprietários da Polysom, Luciana Carvalho e Nilton Rocha, e com um representante do Ministério da Cultura, o diretor do Departamento de Fomento da Economia Solidária, Dione Manetti, propôs a elaboração de um plano de trabalho de recuperação, que deve começar com um diagnóstico detalhado da situação atual da empresa.
– Incluindo, ainda, o levantamento de investimentos necessários e das oportunidades para essa fábrica no mercado, destaca.
Pelo projeto, a Senaes, o Ministério da Cultura e os donos da Polysom buscarão parcerias e alternativas de financiamento para a retomada do empreendimento que começou em 1999, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense. Na época, a empresa chegou a produzir 110 mil cópias por ano para uma igreja pentecostal.
Nos últimos anos, com a sofisticação de instrumentos de digitalização musical e por conta de problemas técnicos e financeiros, a equipe foi reduzida a três polivalentes profissionais e a produção passou a cair. No ano passado, registrou somente 23 mil cópias.
– Estamos abertos ao novo e com disposição. Acreditamos no que fazemos e que vai dar certo, disse Luciana Carvalho.
Governo quer manter última fábrica de disco de vinil do país
Quinta, 27 de Março de 2008 às 06:47, por: CdB