Governo quer mais 4 milhões de universitários até 2020
O secretário de Educação Superior do Ministério da Educação, Luiz Cláudio Costa, afirmou que o governo espera, até 2020, aumentar em 4 milhões o número de estudantes universitários, de todas as idades, no país. Atualmente, 5,9 milhões de alunos estão em faculdades públicas ou privadas, conforme dados oficiais.
O secretário de Educação Superior do Ministério da Educação (Sesu/MEC), Luiz Cláudio Costa, afirmou que o governo espera, até 2020, aumentar em 4 milhões o número de estudantes universitários, de todas as idades, no país. Atualmente, 5,9 milhões de alunos estão em faculdades públicas ou privadas, conforme dados oficiais.
O ensino superior foi tema de audiência pública, nesta quinta-feira, da comissão especial que analisa o Plano Nacional de Educação (PNE – PL 8035/10) – a proposta define metas para a educação brasileira nos próximos dez anos.
Luiz Costa disse também que a meta prevista no PNE de que, em 2020, 33% da população entre 18 e 24 anos estejam na universidade será atingida antes do prazo.
– Não há dúvidas de que conseguiremos, porque temos ações que apontam para isso e já tivemos aumento significativo nos últimos anos. Hoje, 17,4% dos jovens entre 18 e 24 anos estão nas faculdades ou já concluíram o curso. Esse é o número correto com que trabalharmos –, disse.
O representante da Associação Nacional dos Centros Universitários (Anaceu), Celso Frauches, ressaltou que o número de vagas existentes hoje no País é suficiente para a expansão da educação superior. Segundo ele, no ano passado, ficaram ociosas 1,6 milhão de vagas em universidades – 40 mil delas em instituições públicas.
Para Celso Frauches, as deficiências da educação básica dificultam o ingresso no ensino superior. Ele lembrou que todos os anos cerca de 500 mil alunos abandonam a universidade antes da formatura.
– Na maior parte das vezes, isso acontece porque os estudantes não conseguem acompanhar o ritmo das aulas. Eles não tiveram no ensino médio conhecimentos mais aprofundados de matemática, biologia e em outras ciências –, argumentou.
O representante da Anaceu ressaltou ainda que muitos estudantes não conseguem tirar boas notas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que é usado como requisito para o ingresso em boa parte das faculdades.
– Para esse quadro mudar, precisamos melhorar a qualidade da educação básica –, reiterou.
O presidente da comissão, deputado Gastão Vieira (PMDB-MA), lamentou a ausência, no debate, de representantes da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes).
– As universidades federais precisam entender que elas não constituem um Estado dentro do Estado, que elas precisam se aproximar, participar das reuniões e dar sua contribuição –, disse.
A comissão especial realizará audiência pública na próxima quarta-feira para discutir o financiamento da educação. Pelo PNE, o Brasil deve investir, em 2020, pelo menos 7% do PIB no setor. O objetivo da reunião é justamente saber de onde virão esses recursos.
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