Rio de Janeiro, 06 de Setembro de 2026

Governo queniano congela dezenas de contas bancárias por suspeita de financiamento ao terrorismo

O governo queniano congelou pelo menos 86 contas bancárias de pessoas e empresas acusadas de financiar as atividades terroristas do grupo islâmico Al Shebab, informou nesta quarta-feira o ministro das Finanças do país.

Quarta, 08 de Abril de 2015 às 08:37, por: CdB
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A medida pretende cortar o financiamento do grupo Al Shebab, por meio do congelamento das contas bancárias
  O governo queniano congelou pelo menos 86 contas bancárias de pessoas e empresas acusadas de financiar as atividades terroristas do grupo islâmico Al Shebab, informou nesta quarta-feira o ministro das Finanças do país. A medida pretende cortar o financiamento do grupo Al Shebab, por meio do congelamento das contas bancárias de 13 empresas de envio de dinheiro, muito utilizadas pela comunidade somali no Quênia, informou o jornal local The Star, citado pela agência espanhola EFE. O grupo radical assassinou na quinta-feira 148 pessoas na Universidade de Garissa. Duas das empresas acusadas, a Muhuri e a Haki Africa, fizeram contato com o jornal para negar qualquer vínculo com o grupo radical. Elas asseguraram que os seus objetivos corporativos passam pelo desenvolvimento local e pela defesa dos direitos humanos. As autoridades quenianas adotaram a medida um dia depois de vários políticos do Nordeste do país terem prometido revelar os nomes dos supostos financiadores do Al Shebab na Garissa e em outras cidades que fazem fronteira com a Somália. Em dezembro do ano passado, o Quênia já tinha congelado os ativos e suspendido as licenças de 16 organizações não governamentais (ONGs) suspeitas de financiar atividades terroristas, mas não revelou os nomes das ONGs porque o processo estava sob investigação. O presidente do Quênia, Uhuru Kenyatta, pediu no sábado a colaboração da comunidade muçulmana para combater os radicais que se escondem entre eles e usam o Islã para as suas ações. Kenyatta tinha avisado que as operações antiterroristas são complexas porque “os que planejam e financiam essa brutalidade estão muito enraizados” nas comunidades do Quênia.
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