O presidente Luiz Inácio Lula da Silva viaja nesta sexta-feira para Poços de Caldas e depois cumpre agenda em São Paulo. Ele só volta a falrá em reforma ministerial quando retornar a Brasília, na segunda-feira. A maior preocupação de Lula é quanto a demissão de antigos companheiros. Ele não quer ver ninguém desgastado com a demissão.
Por outro lado, o presidente sabe que o governo precisa de dinamismo e pretende criar um super ministério de Desenvolvimento Social. O primeiro nome seria o de Ciro Gomes, que deve permanecer no comando da Integração Nacional.
Nesat quinta-feira surgiu o nome do ex-prefeito de Porto Alegre e ex-governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro. Como o PT exige que este super ministério fique com o partido e Lula não abre mão de alguém absolutamente experiente, o nome de Genro parece ser consenso.
Já o PMDB deve mesmo ficar com os ministérios da Comunicações e da Previdência, além da presidência da Eletrobrás. O deputado Eunício Oliveira vai substituir Miro Teixeira e um senador, provavelmente Maguito Vilela (GO), deverá ser o substituto de Ricardo Berzoini, que volta para a Câmara e assume o mandato de deputado federal.
Ainda não se sabe o será feito de Benedita da Silva e José Graziano. Com a criação do novo ministério e a unificação dos programas, é possível que os dois deixem as pastas. Mas, não serão abandonados pelo presidente. Isso Lula já deixou claro.