Rio de Janeiro, 01 de Novembro de 2026

Governo perde a CPMF, mas garante a DRU

Na pior derrota já sofrida pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a prorrogação da Contribuição Provisória sobre a Movimentação Financeira (CPMF) foi rejeitada por 45 votos a 34. Em uma sessão tumultuada, o Plenário do Senado rejeitou o artigo 2º da proposta de emenda à Constituição (PEC), que tratava da prorrogação do imposto até 2011. Eram necessários 49 votos para a aprovação do artigo. Estrago só não foi maior porque maioria preferiu garantir pagamento aos banqueiros

Quarta, 12 de Dezembro de 2007 às 23:51, por: CdB

Na pior derrota já sofrida pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a prorrogação da Contribuição Provisória sobre a Movimentação Financeira (CPMF) foi rejeitada por 45 votos a 34. Em uma sessão tumultuada, o Plenário do Senado rejeitou o artigo 2º da proposta de emenda à Constituição (PEC), que tratava da prorrogação do imposto até 2011. Eram necessários 49 votos para a aprovação do artigo.

Com esse resultado, a cobrança da taxa de 0,38% sobre a maioria das transações bancárias deixa de ser feita a partir do dia 1º de janeiro próximo. O governo poderá tentar recriar a contribuição. Mas, para isso, precisará enviar ao Congresso uma nova proposta de emenda à Constituição, cuja tramitação começará novamente da Câmara dos Deputados.

Na votação seguinte, por 60 x 18 o governo conseguiu aprovar a prorrogação até 2011 da Desvinculação de Receitas da União (DRU), o que lhe permitirá desvincular 20% de tudo o que é arrecadado com impostos e programas sociais (exceto do INSS e do Fundo da Pobreza) para usar da forma como bem entender. Só em 2008, a DRU deve liberar R$ 70 bilhões.

O voto dos senadores

O voto SIM era favorável à prorrogação da CPMF.

DEM
Adelmir Santana (DEM-DF) - NÃO
Antonio Carlos Júnior (DEM-BA) - NÃO
Demóstenes Torres (DEM-GO) - NÃO
Efraim Morais (DEM-PB) -   NÃO
Eliseu Resende (DEM-MG) - NÃO
Heráclito Fortes (DEM-PI) -  NÃO
Jayme Campos (DEM-MT) - NÃO
Jonas Pinheiro (DEM- MT) - NÃO
José Agripino (DEM-RN) - NÃO
Kátia Abreu (DEM- TO) - NÃO
Marco Maciel (DEM-PE) - NÃO
Maria do Carmo Alves (DEM-SE) - NÃO
Raimundo Colombo (DEM-SC) - NÃO
Rosalba Ciarlini (DEM-RN) - NÃO

PC do B
Inácio Arruda (PC do B-CE) - SIM

PDT
Cristovam Buarque (PDT-DF) - SIM
Jefferson Peres (PDT-AM) - SIM  
João Durval (PDT-BA) - SIM
Osmar Dias (PDT-PR) - SIM
Patrícia Saboya (PDT-CE) - SIM

PMDB
Almeida Lima (PMDB-SE) - SIM
Edison Lobão (PMDB-MA) - SIM
Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN) (Não votou. Como presidente do Senado, só votaria em caso de empate)
Geraldo Mesquita Júnior (PMDB-AC) - NÃO 
Gerson Camata (PMDB-ES) - SIM
Gilvam Borges (PMDB-AP) - SIM 
Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) - NÃO  
José Maranhão (PMDB-PB) - SIM  
José Sarney (PMDB-AP) - SIM  
Leomar Quintanilha (PMDB-TO) - SIM  
Mão Santa (PMDB-PI) - NÃO
Neuto De Conto (PMDB-SC) - SIM 
Paulo Duque (PMDB-RJ) - SIM   
Pedro Simon (PMDB-RS) - SIM 
Romero Jucá (PMDB-RR) - SIM  
Renan Calheiros (PMDB-AL) - SIM  
Roseana Sarney (PMDB-MA) - SIM
Valdir Raupp (PMDB-RO) - SIM
Valter Pereira (PMDB-MS) - SIM 
Wellington Salgado de Oliveira (PMDB-MG) - SIM

PP
Francisco Dornelles (PP-RJ) - SIM

PR
César Borges (PR-BA) - NÃO  
Expedito Júnior (PR-RO) - NÃO  
João Ribeiro (PR-TO) - SIM   
Magno Malta (PR-ES) - SIM

PRB
Euclydes Mello (PRB-AL) - SIM
Marcelo Crivella (PRB-RJ) - SIM

PSB
Antônio Carlos Valadares (PSB-SE) - SIM
Renato Casagrande (PSB-ES) - SIM

PSDB
Alvaro Dias (PSDB-PR) - NÃO  
Arthur Virgílio (PSDB-AM) - NÃO 
Cícero Lucena (PSDB-PB) - NÃO  
Eduardo Azeredo (PSDB-MG) - NÃO
Flexa Ribeiro (PSDB-PA) - NÃO
João Tenório (PSDB-AL) - NÃO   
Lúcia Vânia (PSDB-GO) - NÃO  
Marconi Perillo (PSDB-GO) - NÃO 
Mário Couto (PSDB-PA) - NÃO  
Marisa Serrano (PSDB-MS) - NÃO
Papaléo Paes (PSDB-AP) - NÃO  
Sérgio Guerra (PSDB-PE) - NÃO 
Tasso Jereissati (PSDB-CE) - NÃO

PSOL<

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