Com o impasse nas negociações com o PSDB, o governo decidiu fazer diálogos pontuais com os senadores de partidos governistas. Esta será a estratégia usada para a votação da emenda constitucional que prorroga até 2011 a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF).
— Nós vamos continuar as negociações tendo como a perspectiva a base ter 49 votos. Vamos conversar com todos —, disse o ministro Walfrido Mares Guia (Relações Institucionais) nesta quinta-feira.
Mares Guia reuniu o conselho político do governo que aglomera os partidos governistas no Congresso para discutir as perspectivas sobre a votação da CPMF. No encontro, a líder do governo no Congresso, senadora Roseana Sarney (PMDB-MA), fez um discurso enérgico para repelir as dissidências dentro da base.
Segundo ela, é preciso se concentrar nos senadores governistas porque a mera aritmética dá à oposição apenas 28 votos, o que daria 53 aos aliados. Além dos quatro votos perdidos, o governo quer minimizar “discrepâncias”. Os esforços serão concentrados em Pedro Simon (PMDB-RS), Mozarildo Cavalcanti (PTB-RO) e Jefferson Peres (PDT-AM). Nessa conversa, até governadores serão convocados, como o caso da tucana Yeda Crusius (Rio Grande do Sul).
O primeiro teste da união da base aliada será na próxima terça-feira, quando está prevista, segundo Mares Guia, a votação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do relatório da CPMF. De acordo com o cenário esboçado pelo líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), na CCJ, o governo deve aprovar a constitucionalidade da proposta por uma diferença de dois votos.
Sobre as negociações com o PSDB, Mares Guia afirmou também que fará diálogos pontuais. Ele evitou revelar quantos tucanos poderiam votar com o governo. Ele limitou-se a dizer que "não ficaria surpreso se mais de 49 senadores votarem a favor da prorrogação".
Governo pede por unidade da base na votação da CPMF
Quinta, 08 de Novembro de 2007 às 18:17, por: CdB