Em nota distribuída neste domingo, assinada pelo assessor especial de Comunicação do governo Geraldo Alckmin, "é absolutamente falso que os gastos em comunicação do Governo do Estado de São Paulo obedeçam a quaisquer critérios que não sejam os técnicos. O dinheiro é pouco e é usado tecnicamente". O banco "possui autonomia para realizar a sua comunicação da maneira que considerar mais adequada", e o governo "não faz interferências nessas ações e não interfere nas ações de comunicação de outras estatais", disse.
O secretário disse que a sindicância concluiu "não haver despesas não-justificadas nem acima dos padrões nos serviços de comunicação". Sobre a contratação dele pelo banco, disse que "o porte da instituição justifica a contratação de uma assessoria de imprensa profissional, feita de forma inteiramente legal".
A Nossa Caixa informou a Ferreira que os veículos citados pela Folha receberam apenas 1% do total de gastos de comunicação do banco, que no período fez veiculações em mais de 500 veículos. O presidente da Nossa Caixa, Carlos Eduardo Monteiro, disse que não consegue "ver direcionamento político na veiculação de anúncios de R$ 200 mil e poucos", diante dos R$ 18 milhões que o banco gastou em publicidade no período sob investigação.
- Dizer que é direcionamento político é de uma pobreza enorme - disse ele a jornalistas.