Como ocorre todos os anos, a proximidade da Semana Santa faz aumentar a procura por peixes, seguindo a tradição de não comer carne durante a Quaresma. De fácil digestão e elevada qualidade nutricional, os peixes podem ser consumidos em diferentes formas de preparo, desde que se tomem cuidados com a origem e, se forem congelados, que seja em temperaturas inferiores a -20º C.
De acordo com a Fiperj (Fundação Instituto de Pesca, da Secretaria de Agricultura, Pecuária, Pesca e Abastecimento) o Rio de Janeiro ocupa o primeiro lugar no ranking entre os estados brasileiros no consumo de pescado, com a média de 23 kg por habitante/ano.
Esse índice é superior inclusive ao de países do primeiro mundo, em torno de 20 kg por habitante/ano.
No Mercado São Pedro, na Ponta da Areia, em Niterói, um dos mais conhecidos pontos de venda de varejo de pescado no estado, por onde passam semanalmente cerca de 10 mil pessoas, o movimento em seus 39 boxes já registra aumento por conta da Semana Santa.
– Uma semana antes da Sexta-feira Santa o volume das vendas aumenta em 50%. Se puder antecipar a compra, o consumidor tem melhor atendimento e encontra melhores preços. Como nosso produto é fresco, pode ser congelado para ser consumido depois, sem perder suas qualidades, recomenda Atílio Guglielmo, diretor da Associação dos Comerciantes e Amigos do Mercado.
Entre as espécies mais vendidas nessa época estão a corvina, anchova e o camarão.
– São produtos mais baratos, comprados principalmente por aqueles que não têm o hábito de consumir peixe regularmente. Nas espécies mais nobres o destaque fica com o cherne, namorado e linguado, informa Guglielmo.
A oceanógrafa e Coordenadora de Pesca Marítima da Fiperj, Francyne dos Santos Vieira recomenda que o consumidor, antes de adquirir o produto, verifique algumas características, indicativas da boa qualidade de peixes, crustáceos e moluscos, que asseguram estar próprias para o consumo. Peixes: Corpo firme e brilhante, escamas bem aderidas, guelras rosadas ou vermelhas, úmidas e brilhantes, olhos salientes e brilhantes, cheiro suave e característico.
No caso do peixe fresco em pedaços (postas e filés), observar a textura, que deve ser firme, sem ressecamento ou descoloração. Tratando-se de pescado congelado, verifique a procedência e a data de validade.
Crustáceos (camarões, lagostas, siris, caranguejos, etc): Aspecto geral brilhante e úmido, corpo com curvatura natural, carapaça bem aderida ao corpo, cheiro próprio e suave, coloração própria da espécie.
Moluscos (polvos e lulas): Pele fina e úmida, carne consistente e elástica, cheiro próprio.
A pesca está presente no estado do Rio de Janeiro na faixa que se estende desde o litoral de Paraty ao de São Francisco de Itabapoana, numa extensão de 635 km de costa. Levantamentos da Fiperj apontam que mais de 60 mil famílias de pescadores profissionais vivem da atividade, com predominância da pesca artesanal.
Embora com superfície territorial de apenas 0,5% do território nacional, o estado é o terceiro maior produtor de pescado no país, com produção anual de 68.428 toneladas, ficando atrás de Santa Catarina e Pará.
Governo orienta escolha de peixes para Semana Santa
Segunda, 25 de Fevereiro de 2008 às 10:18, por: CdB