O líder do governo na Câmara dos Deputados, José Múcio (PTB-PE), informou, na tarde desta quinta-feira, que alguns parlamentares levantaram na reunião do Conselho Político (formado por líderes da base aliada), a hipótese de redução da alíquota da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF).
Entretanto, disse José Múcio, o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Bernard Appy, destacou que o governo não pode prescindir da arrecadação com o imposto, nem cogita reduzir a alíquota.
Os recursos da CPMF vão para o Fundo Nacional de Saúde (FNS), Previdência Social e Fundo de Combate à Pobreza. Desde que a contribuição foi criada, já foram arrecadados R$ 203 bilhões.
Questionado se a redução da alíquota poderia facilitar a aprovação, no Congresso Nacional, da proposta que prevê a prorrogação da CPMF até 2011, o líder admitiu que menos imposto “sempre é simpático e ajuda”, mas ressaltou que “essa possibilidade [diminuição] não está na pauta” do governo.
— A base tem consciência de que a matéria não é simpática, porque a sociedade reclama muito da carga tributária —, completou José Múcio.
O ex-ministro da Fazenda e deputado federal Antonio Palocci (PT-SP) foi confirmado como relator da comissão especial que vai analisar a proposta de emenda à Constituição que prorroga a vigência da contribuição.
Múcio afirmou que o tema voltará a ser tratado na próxima reunião do conselho, quando o governo deverá apresentar números aos parlamentares. Além do ministro de Relações Institucionais, Walfrido dos Mares Guia, que coordenou a reunião, participou do encontro com os aliados o ministro da Fazenda, Guido Mantega. O encontro foi no Palácio do Planalto.
Ao participar de seminário sobre infra-estrutura, Guido Mantega, informou que apresentou aos líderes do Conselho Político o texto da reforma tributária que deve ser enviado ao Legislativo nos próximos dias.
Governo não prescinde da CPMF, nem cogita reduzir alíquota, diz líder
Quinta, 23 de Agosto de 2007 às 14:02, por: CdB