O governo não conseguiu fechar acordo com os líderes de bancada para votar esta noite os destaques que se referem a questões polêmicas como a fixação do subteto do Judiciário nos estados, que seria de 85,5% do vencimento de ministros do Supremo Tribunal Federal, segundo a emenda aglutinativa do relator da reforma da Previdência, e o limite de isenção para a contribuição de inativos.
Diante do impasse, a Câmara deve adiar para a próxima semana a votação dos destaques polêmicos e votar, nesta quarta-feira, apenas as emendas aglutinativas, que exigem do autor a obtenção de no mínimo 308 votos.
O presidente da Câmara esteve reunido até às 21h30m com líderes e o governo chegou a propor que se retirassem os destaques polêmicos e fosse apresentada uma emenda única aumentando o subteto do Judiciário para 90,25% e elevando o limite de isenção de inativos de R$ 1.200 para R$ 1.400. Todos os partidos aceitaram a proposta, menos o PFL, o que impediu o acordo.
Segundo o líder do PMDB, Eunício Oliveira, chegou-se a propôr que a isenção de contribuição dos inativos fosse a partir de R$ 2.400, mas a sugestão foi rejeitada pois contrariaria o acordo estabelecido com governadores e prefeitos.
Governo não fecha acordo sobre pontos polêmicos da reforma
Quarta, 06 de Agosto de 2003 às 19:14, por: CdB