Rio de Janeiro, 28 de Outubro de 2026

Governo não cumpre a lei do piso e Ministério Público quer tornar greve ilegal

Terça, 06 de Setembro de 2011 às 08:20, por: CdB

(1’49” / 425 Kb) - A greve dos trabalhadores da rede estadual de ensino de Minas Gerais entra no terceiro mês nesta quinta-feira (8). Os grevistas pedem a aplicação do piso salarial nacional do magistério, que é estipulado por lei em R$ 1.187. O governador Antonio Anastasia (PSDB) propôs, na última semana, piso de R$ 712 (proporcional para 24h semanais). Em assembleia que reuniu 9 mil trabalhadores no último dia 31, a categoria rejeitou a proposta.

A coordenadora do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE), Beatriz Cerqueira, explica o posicionamento dos professores.

“O que o governo de Minas nos apresentou não é a aplicação do piso. O governo coloca profissionais com ensino médio, licenciatura plena e pós-graduação recebendo o mesmo valor. Mas, o piso é para o nível médio e [progressivo] dentro da carreira. Da mesma forma, pela proposta do governo, o servidor que tem um ano de serviço ou que tem 30 anos, o vencimento básico dele é R$ 712”.

O Ministério Público Estadual declarou à imprensa que se os professores não retornarem ao trabalho rapidamente, o órgão irá entrar com uma ação civil pública pedindo a ilegalidade da greve. Beatriz afirma que o tempo excessivo da greve é de responsabilidade do governo estadual, que se recusa a aplicar a lei do piso.

“O que nós esperamos é que o Ministério Público tenha uma postura de cobrar e determinar que o governo do estado cumpra a lei 11.738 [Lei do Piso]. Decretação de ilegalidade da greve não é o que põe fim ao movimento. Será uma forma arbitrária, desleal, que não respeito o movimento, caso haja essa decretação de ilegalidade da greve”.

A greve iniciou no dia 8 de junho e é a mais longa paralisação de professores da década em Minas Gerais.

De São Paulo, da Radioagência NP, Vivian Fernandes.

06/09/11

Tags:
Edições digital e impressa