Rio de Janeiro, 05 de Novembro de 2026

Governo mantém meta de exportação apesar da baixa cotação do dólar

Terça, 01 de Abril de 2008 às 17:36, por: CdB

O governo vai manter a meta de US$ 180 bilhões para as exportações de 2008 apesar da baixa cotação do dólar e da ameaça de retração no consumo mundial por causa de uma possível recessão na economia norte-americana. A afirmação é do secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Welber Barral, que comentou nesta terça-feira os resultados da balança comercial de março.

De acordo com ele, as vendas para o exterior continuarão a crescer, especialmente porque o embarque de diversas mercadorias, que compõem os principais itens da pauta de exportação do país, tende a aumentar nos próximos meses. Segundo Barral, soja, petróleo e derivados, minério de ferro e produtos agrícolas exportados estão nessa situação.

— A gente prevê a recuperação das exportações de uma série de itens cuja média está abaixo do normal para os primeiros meses do ano —, disse o secretário.

Barral apresentou estatísticas que mostram crescimento de 4,8% na média diária das vendas para os Estados Unidos, de janeiro a março, na comparação com 2007.

— A restrição ao consumo nos Estados Unidos ainda não afetou o Brasil —, afirmou.

Em relação à soja e a outros produtos agrícolas, o secretário afirmou que é preciso esperar o início da safra para que as exportações ganhem impulso. Ele também ressaltou que o preço atual da soja está inibindo os compradores internacionais a estocarem o produto, o que provocou a queda no embarque do grão em relação aos três primeiros meses do ano passado.

No caso do minério de ferro, o volume de exportações em março ficou abaixo da média mensal de 20 milhões de toneladas e atingiu a marca de 14 milhões de toneladas. A expectativa, segundo o secretário, é que as vendas do minério voltem aos patamares anteriores a partir deste mês.

Segundo dados da balança comercial, também houve redução nas exportações de petróleo e derivados em março, na comparação com o mesmo período do ano passado. Barral explicou que isso ocorreu pelo aumento no consumo interno de combustíveis e por causa de uma parada técnica na refinaria de Paulínia (SP).

— Essa parada prejudicou as exportações de petróleo pela Petrobras, mas foi temporária —, disse.

No mês passado, o país exportou US$ 12,613 bilhões, com média recorde de US$ 630,7 milhões por dia. As importações, no entanto, atingiram US$ 11,601 bilhões, com média também recorde de US$ 580,1 milhões por dia.

Esses resultados fizeram o superávit comercial fechar o último mês em US$ 1,012 bilhão, 69,3% a menos do que os US$ 3,306 bilhões registrados em março do ano passado. Barral, no entanto, evitou fazer projeções para o saldo da balança comercial em 2008.

— O governo só trabalha com metas de exportação e as previsões nem sempre são precisas —, argumentou.

— No ano passado, analistas chegaram a prever que a balança comercial fecharia com déficit, o que não ocorreu —, exemplificou o secretário.

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