Rio de Janeiro, 16 de Setembro de 2026

Governo Lula tem avaliação estável em maio

A avaliação do governo ficou estável em maio, mostrou nesta quinta-feira pesquisa do Instituto Sensus encomendada pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT). A divulgação do novo salário mínimo e o "abril vermelho" do MST, fatos ocorridos no período, não causaram estragos na imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. (Leia Mais)

Quinta, 13 de Maio de 2004 às 10:55, por: CdB

A avaliação do governo ficou estável em maio, mostrou nesta quinta-feira pesquisa do Instituto Sensus encomendada pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT). A divulgação do novo salário mínimo e o "abril vermelho" do MST, fatos ocorridos no período, não causaram estragos na imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A avaliação positiva ficou em 34,6 por cento em maio, mesmo índice do levantamento anterior realizado em março, enquanto a negativa passou de 19,4 por cento para 20,0 por cento. A avaliação regular saiu de 42,7 por cento para 43,5 por cento neste mês.

Para o presidente da CNT, Clésio Andrade, apesar de a pesquisa indicar que os entrevistados consideraram pequeno o reajuste do salário mínimo, que passou de 240 reais para 260 reais em 1 de maio, esta opinião não se refletiu na imagem do governo.

Situação similar ocorreu em relação às invasões de terras pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, que se intensificaram em abril. A população considerou inadequada a atuação do governo, mas não transferiu esta opinião para o comportamento do Executivo como um todo.

Segundo a CNT, a estabilidade nas opiniões dos entrevistados reflete a percepção do início do crescimento da economia.

"Podemos concluir que a sociedade percebe uma pequena retomada da economia e melhoria nos serviços de educação e saúde e que a crise Waldomiro-José Dirceu esfriou", disse Clésio Andrade.

O escândalo do ex-assessor da Casa Civil, Waldomiro Diniz, estourou em 13 de fevereiro, quando foi divulgada uma fita que mostrava seu envolvimento com o jogo. O caso está na esfera da Justiça e o Congresso não conseguiu iniciar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), o que ampliaria a repercussão do caso.

Pela metodologia da pesquisa, na faixa até 10 por cento e acima de 90 por cento, a margem de erro é de 1 ponto percentual; na faixa de 10 a 30 por cento e de 70 a 90 por cento, ela é de 2 pontos; e de 30 a 70 por cento, a margem é de 3 pontos.

O Instituto Sensus entrevistou 2.000 pessoas entre os dias 7 e 9 de maio em 195 municípios do país.

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