O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fará um balanço dos 500 dias de governo com viés mais econômico que político em pronunciamento à nação nesta quinta-feira, informou uma fonte próxima ao Planalto.
O discurso acontece num momento desgastante para o governo. A popularidade do presidente vem se deteriorando e, na última semana, Lula foi alvo de críticas de todos os lados sobre a decisão de expulsar o jornalista do 'The New York Times', Larry Rohter, o que o levou a voltar atrás e suspender a revogação do visto do correspondente norte-americano.
O presidente lembrará, entre outras coisas, indicadores econômicos do primeiro trimestre, como por exemplo o avanço de 0,5 por cento do emprego na indústria. Lula gastou duas horas para gravar o pronunciamento, o que acabou atrasando a agenda presidencial na quarta-feira.
O PT, recentemente, foi à televisão para comparar as ações do governo Lula com as do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e saiu em defesa das políticas econômicas do ministro da Fazenda, Antonio Palocci.
A política econômica é alvo freqüente de ataques, seja pela cobrança de uma maior agilidade na queda da taxa de juros, seja pela ortodoxia fiscal do governo. Na última quarta-feira, o Comitê de Política Econômica (Copom) do Banco Central decidiu manter a taxa Selic em 16% depois de uma redução modesta de 0,25 ponto percentual no último mês.
Rio de Janeiro, 17 de Setembro de 2026
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