Governo japonês cede à oposição e desativará programa social
TÓQUIO (Reuters) - O Partido Democrático do Japão (PDJ), que governa o país, concordou com a oposição em desativar um programa chave em sua campanha eleitoral, adotado quando assumiu o poder dois anos atrás, informou a mídia local nesta quinta-feira.
A medida poderia abrir caminho para acordos futuros que permitirão a aprovação de projetos que o primeiro-ministro Naoto Kan diz serem necessários para ele renunciar ao cargo.
Kan, que tem baixa popularidade e sofre críticas pela maneira com que lidou com a crise nuclear provocada pelo terremoto e tsunami de 11 de março, citou a aprovação de uma proposta de emissão de bônus e dois outros projetos como condições para que ele mantenha a promessa de renúncia.
De acordo com a mídia local, a legenda chegou a um entendimento com o oposicionista Partido Liberal Democrático (PDL) e o partido Novo Komeito para encerrar um programa de subsídios às crianças, uma das principais promessas eleitorais que o ajudaram a chegar ao poder em 2009.
A oposição vinha dizendo que a concessão do PDJ no esquema de subsídios à infância, que considera um desperdício, seria necessária para que ajudasse o governo a aprovar projetos fundamentais em um Parlamento dividido.
"Nós transpusemos uma montanha, Se agora passarmos por três ou mais morros, então vamos naturalmente começar a ver nossa meta," disse o secretário-geral do PDL, Nobuteru Ishihara.
O esquema de subsídio à infância, pelo qual crianças na idade do ensino fundamental recebem mensalmente pagamentos do governo, deixará de existir no ano fiscal de 2012.
Em seu lugar, será revigorado o antigo programa de cuidados com a infância, segundo o qual a idade-limite para as crianças receberem subsídios será mais baixa e famílias com renda anual superior a determinado valor não terão direito à essa compensação financeira.
(Reportagem de Shinichi Saoshiro e Yoko Kubota)
Reuters