ROMA, 17 AGO (ANSA) - O governo italiano ameaçou duplicar as taxas sobre as fortunas dos jogadores de futebol caso eles insistam em ameaçar entrarem em greve pela renovação do convênio coletivo de trabalho.
O ministro italiano da Simplificação Normativa, Roberto Calderoli, disse que "os jogadores se portam como uns caprichosos".
"Não sei se é justo ou não o aporte de solidariedade [taxa sobre altos salários], mas sei que se alguém deve pagá-lo, esses são os jogadores de futebol, que representam a casta dos mimados", criticou.
O "aporte de solidariedade" é uma taxa aprovada recentemente pelo premier Silvio Berlusconi dentro do pacote de austeridade fiscal que recai em 5% sobre salários de mais de 90 mil euros [R$ 206 mil] e em 10% sobre os salários de mais de 150 mil euros [R$ 344 mil].
A Associação Italiana de Jogadores de Futebol (AIC, na sigla em italiano) anunciou na semana passada que paralisaria o início dos jogos da Série A do Campeonato Italiano, previsto para 27 de agosto, caso os clubes não assinem antes o novo convênio coletivo de trabalho, como estava combinado.
Uma carta reivindicando a renovação foi assinada por capitães de 20 clubes, entre eles Francesco Totti, da Roma e Gennaro Gattuso, do Milan.
Por sua vez, o vice-presidente da Federação Italiana de Futebol (FIGC, na sigla em italiano), Carlo Tavecchio, criticou os custos que essa assinatura implicariam "neste momento de crise".
"Não podemos nos permitir 132 equipes profissionais, enquanto na Inglaterra são 60 e na Espanha, na França e na Alemanha, menos de 50. Além disso, o salário médio na Série A é de 1,3 milhões de euros [quase R$ 3 milhões] ao ano, [o que] supera o limite da decência", protestou. (ANSA)
GOVERNO ITALIANO AMEAÇA JOGADORES QUE ENTRAREM EM GREVE COM MAIS TAXAS
Quarta, 17 de Agosto de 2011 às 08:04, por: CdB