Rio de Janeiro, 01 de Novembro de 2026

Governo iraniano avisa que não vai suspender programa nuclear

O governo do Irã avisou, nesta segunda-feira, que não vai suspender o seu programa de enriquecimento de urânio em troca de novos incentivos oferecidos pela comunidade internacional. Seis potências internacionais decidiram, na sexta-feira, oferecer um novo pacote de benefícios em troca da suspensão das atividades nucleares. (Leia Mais)

Segunda, 05 de Maio de 2008 às 08:14, por: CdB

O governo do Irã avisou, nesta segunda-feira, que não vai suspender o seu programa de enriquecimento de urânio em troca de novos incentivos oferecidos pela comunidade internacional. Seis potências internacionais decidiram, na sexta-feira, oferecer um novo pacote de benefícios em troca da suspensão das atividades nucleares. O Ocidente suspeita que o Irã pretenda desenvolver armas atômicas, o que Teerã nega, alegando que seu interesse é apenas gerar energia de modo a exportar o seu excedente de petróleo.

- Esses incentivos que de alguma forma violam o direito da nação iraniana não serão avaliados pelo Estado islâmico - disse Mohammad Ali Hosseini, porta-voz da chancelaria, a jornalistas.

Um influente diplomata da UE que participa em Genebra de uma conferência sobre reformas no Tratado de Não-Proliferação Nuclear disse que "aparentemente se trata de uma reação preliminar, que pode não ser particularmente séria". Em 2006, seis potências mundiais (EUA, França, Grã-Bretanha, China, Rússia e Alemanha) apresentaram ao Irã um pacote de incentivos que também foi rejeitado.

- Acreditamos que o caminho adotado no passado (com ofertas das potências) não deva ser mantido. Eles devem agir com base nas realidades e regulamentos internacionais. As negociações devem ser realizadas com base no respeito aos direitos das nações - disse Hosseini.

O Irã disse não ter recebido os termos do novo pacote, e a Grã-Bretanha afirmou que os detalhes serão informados apenas ao governo iraniano. Mas diplomatas europeus dizem que está mantida a oferta, já feita em 2006, de ajudar o Irã a desenvolver a energia nuclear para fins civis, além de benefícios comerciais em diversas áreas. Participando da reunião em Genebra, o representante norte-americano Christopher Ford disse que a oferta é "a melhor chance (do Irã) para uma prosperidade futura (...), ao invés do caminho do isolamento".

Ele desdenhou do suposto caráter pacífico do programa iraniano, argumentando que o país tem reservas de urânio "apenas para um punhado de armas nucleares", mas não para uma rede de usinas nucleares, para as quais teria de importar combustível.

No domingo, o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, disse que o Irã não vai abandonar seus direitos, apesar da pressão ocidental.

- Ameaçar a nação iraniana não a fará recuar - disse ele, sem mencionar especificamente as atividades nucleares.

Os Estados Unidos dizem preferir a diplomacia para resolver o impasse, mas não descartam uma ação militar.

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