O projeto que vai garantir acesso gratuito à internet banda larga a céu aberto em todo Estado do Rio de Janeiro vai custar R$ 43 milhões – financiados pelos governos do Rio e federal. A expectativa é que dentro de dois anos a dois anos e meio o sinal possa ser captado em todos os 92 municípios, de acordo com informações do secretário de Ciência e Tecnologia, Alexandre Cardoso.
Os primeiros passos para a instalação das antenas que transmitirão o sinal wi- fi já foram dados. A partir de agosto, os municípios da Baixada Fluminense e a extensão da orla do Rio entre o Leme e o Posto 6 de Copacabana estarão cobertos pela transmissão da internet sem fio.
Para captar o sinal, bastará ter um laptop ou computador com uma placa específica para recepção.
Para o Secretário de Ciência e Tecnologia, Alexandre Cardoso, é importante destacar que o projeto da Baixada é um dos três maiores de internet sem fio do mundo, em termos de população e área geográfica. Os outros dois estão no México e na China.
Serão beneficiados, inicialmente, três milhões de pessoas, o equivalente a cerca de 75% a 80% da população residente nos municípios da região (Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Belford Roxo, São João de Meriti, Nilópolis, Mesquita, Magé, Guapimirim, Queimados, Japeri e Paracambi).
– Podemos ter algumas áreas de sombra na Baixada, que serão resolvidas com projetos de pesquisa – disse o secretário ao explicar o porquê do projeto não poder garantir de imediato 100% de cobertura naquela região.
O investimento inicial nos dois projetos soma cerca de R$ 5 milhões, repartidos assim: R$ 4 milhões para o Baixada Digital e R$ 900 mil a R$ 1 milhão para o Orla Digital.
O cronograma de trabalho prevê que os dois sistemas serão testados entre junho e julho para então estarem operando a todo vapor a partir de agosto, tanto nos municípios da Baixada como na orla. Depois dessa etapa, o programa começará a programação para instalar as antenas que darão cobertura aos demais municípios do estado.
– Isso faz parte de um programa de pesquisa que envolve a Faperj, a Finep, e provavelmente o BNDES mais à frente. O governo do estado, na primeira fase, garante de R$ 10 milhões a 15 milhões e os demais parceiros, como o governo federal, deverão complementar a diferença – disse Alexandre Cardoso.
O projeto de pesquisa é fruto de convênio firmado entre o governo do estado, através da Faperj, e a Coope/UFRJ. Para o secretário de Ciência e Tecnologia a internet banda larga sem fio é a forma de democratizar o acesso às oportunidades.
– Uma pessoa que mora em Saracuruna, por exemplo, não vai precisar se deslocar para levar o currículo ao emprego. As grandes empresas não aceitam mais currículos a não ser por meio eletrônico. Tem que mandar por e-mail. Também acaba com a fila na Previdência, porque será possível marcar os serviços pela internet. Além de permitir acesso ao e-gov. Não adianta ter um governo eletrônico se as pessoas não têm acesso. Isso é democratização - avaliou.
Ainda segundo Cardoso, o governo quer oferecer conteúdo à rede, que poderá ser importante meio de divulgação das campanhas de combate à dengue entre outros na área de saúde. E um meio de realizar cursos de qualificação profissional à distância.
Parcerias comerciais não estão descartadas para a manutenção da rede, mas essa é uma etapa a ser tratada mais à frente, conforme explicou Cardoso.
Sobre a evolução tecnológica, o secretário comentou ainda que dentro de dois anos os celulares serão verdadeiros computadores.
– Semana passada teve em Barcelona um seminário sobre telefonia móvel e o que recebi de material sobre isso me faz dizer que em 2009 vamos ter celulares que são verdadeiros laptops.
Quanto ao e-paper, outra revolução tecnológica de grande impacto, Cardoso foi enfático:
– O papel será em pouco tempo um instrumento do passa
Governo fluminense investe R$43 milhões em banda larga a céu aberto
Quinta, 21 de Fevereiro de 2008 às 07:32, por: CdB