Rio de Janeiro, 17 de Março de 2026

Governo estuda correção dos valores do Bolsa Família

Sexta, 01 de Dezembro de 2006 às 14:11, por: CdB

O ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Patrus Ananias, pretende reajustar o benefício pago pelo programa Bolsa-Família, que atualmente varia de R$ 15 a R$ 95, de acordo com o número de filhos. Patrus defendeu correção que reponha a inflação acumulada desde o início do programa, em outubro de 2003, mas ressaltou que o ministério ainda trabalha, em conjunto com a equipe econômica, na construção das propostas que serão levadas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva até o fim do ano.

Ainda não está definido sobre qual índice de inflação deverá ser utilizado, e o ministro cogita até a hipótese de criar um índice específico para o programa. Segundo informou nesta sexta-feira um jornal do Rio de Janeiro, a intenção do ministério é elevar o teto do programa dos atuais R$ 95 para R$ 107.

No último dia 21, o Senado aprovou projeto de lei que cria um 13 º para o Bolsa Família, o que provocou irritação na cúpula do governo. O ministro Guido Mantega afirmou que o 13 º era "desnecessário". Para Patrus, a correção dos benefícios é importante para preservar as características do programa, que visa a combater a fome, ao mesmo tempo que, por meio das contrapartidas, estimula a educação e a saúde e reduz a desigualdade social.

Mas ele reconhece que há restrições orçamentárias que devem ser consideradas e também que o reajuste a ser dado deve levar em conta o controle da inflação.

- Não queremos impor um risco inflacionário porque a inflação prejudica os mais pobres -, afirmou Patrus.

O ministro disse que, além do combate à pobreza, o programa tem impacto econômico importante nas economias locais onde há maior concentração de beneficiários. O Bolsa-Família atende famílias com renda per capita de até R$ 120.

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