Rio de Janeiro, 27 de Setembro de 2026

Governo estabelece modelo para avaliação de médicos estrangeiros

Sábado, 08 de Junho de 2013 às 08:06, por: CdB
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Profissionais do sistema de atenção básica à saúde atendem no programa Médico de Família
O governo está desenvolvendo um método de avaliação para os médicos estrangeiros que vierem trabalhar no Brasil, disse neste sábado o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. – Estamos desenhando o programa. Desenhando o modelo de avaliação desses médicos, porque nós queremos médicos bem formados, com capacidade de atuar, que conheçam os problemas de saúde do nosso país – afirmou. Segundo Padilha, além do trabalho conjunto com os ministérios da Educação e das Relações Exteriores, o governo está mantendo contato com os países que podem enviar os profissionais de saúde. – Nós mandamos missões para a Espanha, Portugal, Canadá, Austrália e Inglaterra, que já é uma parceira antiga nossa, para desenhar o programa – acrescentou. Os médicos estrangeiros vão, de acordo com o ministro, ajudar a suprir uma demanda de 13 mil profissionais para atender as periferias e o interior. Padilha ressaltou, no entanto, que parte dessa carência já foi atendida com o Programa de Valorização do Profissional da Atenção Básica (Provab), que incorporou 4 mil profissionais. Com o programa, os médicos recebem uma bolsa mensal de R$ 8 mil para cumprir 32 horas semanais de trabalho nas unidades básicas de saúde e oito horas semanais de curso de pós-graduação em saúde da família, com duração de um ano. Esse trabalho de formação de médicos é, segundo o ministro, a prioridade do governo. – O grande foco que o Ministério da Saúde tem em primeiro lugar é investir no médico brasileiro, dar mais oportunidades para o médico brasileiro que queira trabalhar na periferia das grandes cidades e nos municípios do interior – disse. Para isso, Padilha disse que pretende abrir escolas de medicina nos locais que atualmente têm carência desses profissionais. – Estamos fechando a proposta de ampliação de vagas de medicina. Uma das questões mais importantes é dar mais oportunidade para o jovem que nasceu e cresceu na periferia, no interior, possa fazer uma faculdade de Medicina – concluiu.
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