Governo está preparado para defender Dilma na comissão do impeachment
O governo já está preparado para defender a presidenta Dilma Rousseff na comissão do impeachment a ser instalada na Câmara dos Deputados, afirmou nesta terça-feira o ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), José Eduardo Cardozo.
Ministro disse que o governo não cometeu crime de responsabilidade fiscal que justificasse um impedimento de Dilma
Por Redação, com Reuters- de Brasília:
O governo já está preparado para defender a presidenta Dilma Rousseff na comissão do impeachment a ser instalada na Câmara dos Deputados, afirmou nesta terça-feira o ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), José Eduardo Cardozo.
O ministro reiterou, em entrevista a jornalistas, que o governo não cometeu crime de responsabilidade fiscal que justificasse um impedimento da presidenta.
- Não houve ilegalidade - acrescentou.
Para Cardozo, o governo não cometeu crime de responsabilidade fiscal que justificasse um impedimento de Dilma
Cardozo disse ainda que a eventual volta do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Palácio do Planalto como ministro de Dilma"não é blindagem".
Dilma não renuncia
Na última sexta-feira, a presidenta Dilma Rousseff afirmou que não vai renunciar ao cargo.
- Ninguém tem o direito de pedir a renúncia de presidente legitimamente eleito sem dar elementos comprobatórios de que eu tenha, de alguma forma, ferido qualquer inciso da Constituição. Não sairei deste cargo sem que haja motivo para tal. Quem quer a minha renúncia tem que proceder de acordo com a Constituição. Solicitar a minha renúncia é reconhecer que não há base real para pedir minha saída do cargo - disse Dilma, após reunião com reitores dos institutos federais de Educação, Ciência e Tecnologia no Palácio do Planalto.
Perguntada se estaria resignada e se renunciaria à Presidência, Dilma respondeu: “Vocês acham que eu tenho cara de estar resignada? Vocês acham que eu tenho gênio para me resignar? Eu não estou resignada diante de nada e não tenho essa atitude diante da vida. Acho que essa onda de boatos não contribui e cria uma crise política negativa para a economia brasileira. Temos todas as condições de fazer a retomada. Pelo menos testemunhem que eu não tenho cara de quem vai renunciar”, afirmou a presidenta, em entrevista coletiva.
A Câmara dos Deputados aceitou em dezembro o pedido de abertura de processo impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff.
Manifestações
No último domingo, a presidenta Dilma Rousseff divulgou uma nota à imprensa condenando a pichação na sede da União Nacional dos Estudantes (UNE), em São Paulo, no sábado. Dilma afirmou que a violência é intolerável. “Foi um gesto de intimidação gratuita e uma afronta à democracia, e deve ser repudiado por todos aqueles que acreditam em uma nação livre e democrática”.
“Trata-se de uma ação violenta, que confunde o debate político saudável e democrático com a disseminação do ódio. [...] Lutamos por muitos anos para o restabelecimento da ordem democrática, para o funcionamento adequado das instituições e para o pleno exercício do direito à expressão e à manifestação política".
Na nota, a presidenta também condenou a presença de policiais na subsede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em Diadema, na última sexta-feira (11) à noite, durante uma plenária de apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “É preciso que o governo de São Paulo apure com rigor o ocorrido e as motivações para a ação de policiais armados durante uma plenária em apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Que os fatos sejam plenamente esclarecidos”.
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