Em atualizações enviadas nesta semana para a Comissão Mista Orçamento do Congresso Nacional, o Ministério do Planejamento elevou de 4,5% para 5% a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do ano que vem com relação a 2009.
Outra mudança foi a redução da previsão do salário mínimo, de R$ 505,90 para R$ 505,50. O reajuste, de 8,72%, passa a valer em janeiro do ano que vem, mas para pagamento no mês seguinte, ou seja, em fevereiro. O impacto da elevação do mínimo será de R$ 8 bilhões nas contas públicas.
A entrada de dólares no país nos últimos meses também interferiu nas estimativas para o câmbio no ano que vem. A cotação média da moeda norte-americana em 2010 caiu de R$ 2,01 para R$ 1,72, abaixo até do que acreditam os analistas financeiros, que estimam o dólar a R$ 1,74. Na prática, o novo parâmetro significa que o governo não prevê que o câmbio suba significativamente, apesar da taxação sobre o capital estrangeiro, em vigor há um mês.
A inflação de 2010, sob a medição do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), foi previstas para 4,42%, enquanto que a taxa média do câmbio sofreu redução de R$ 2,01 para R$ 1,72 por dólar.