Rio de Janeiro, 15 de Março de 2026

Governo e sindicato não fecham acordo sobre salário mínimo

Quinta, 14 de Dezembro de 2006 às 14:55, por: CdB

Governo e sindicalistas reuniram-se nesta quinta-feira no Ministério da Previdência Social por mais de duas horas, mas não chegaram a um acordo sobre o valor do salário mínimo. As centrais sindicais reivindicam R$ 420, o Congresso Nacional defende R$ 375 e o governo oferece R$ 367. Um próximo encontro foi marcado para a próxima terça-feira, às 20 horas, quando possivelmente um acordo será selado.

- Na terça-feira apresentaremos uma proposta concreta para fechar a negociação, criando assim condições, junto com o Congresso Nacional, para que o orçamento de 2007 seja aprovado, já incorporando o novo valor do salário mínimo -, disse o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, que participou da reunião com o ministro da Previdência Social, Nelson Machado.

O presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, afirmou que o governo não apresentou nenhuma nova proposta, mas que as centrais sindicais mantêm o valor em R$ 420.

- Podemos negociar. Agora, fomos atropelados pelo Congresso Nacional, que fechou em R$ 375. Isso não aceitamos. Já os R$ 367,00 não existem. Nem o governo tem coragem de defender esse valor -, ressaltou.

O salário mínimo entrou em vigor no Brasil em 1º de maio de 1940 com a publicação do Decreto-Lei nº. 2162. Cerca de 15 milhões de trabalhadores recebem um salário mínimo por mês, que hoje é de R$ 350 (cerca de US$ 160). Segundo estimativa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o salário mínimo do trabalhador, para suprir suas necessidades básicas e da família, deveria equivaler, em agosto deste ano, a R$ 1.613,08, ou seja, 4,61 vezes o mínimo vigente.

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