O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio Neto (AM), anunciou nesta terça-feira um possível acordo que pode desobstruir as votações no plenário da Casa. Ele e o senador José Agripino Maia, líder do DEM, ouviram do líder do governo, senador Romero Jucá (PMDB-RR), separadamente, que colocaria em votação amanhã projeto de resolução que estabelece sessão aberta para votações de pedidos de cassação de parlamentares e iniciaria a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com o voto secreto.
Em troca, Arthur Virgílio disse que os partidos de oposição desobstruiriam a pauta, inclusive votando algumas das oito indicações presidenciais de autoridades para exercerem cargos no governo e em representações diplomáticas.
— Seria muito importante se pudéssemos sinalizar para a opinião pública com o fim desta excrescência que é a sessão secreta para cassação de mandato —, disse o líder tucano.
Romero Jucá afirmou que o objetivo agora é construir o entendimento necessário para retomar a normalidade no processo de votação do Senado.
— Nós não queremos dobrar, nem fazer uma queda de braço com a oposição. Queremos construir um entendimento. A oposição é importante nas votações, tem colaborado e interagido com a base do governo. E portanto não há disputa. Nós temos é que normalizar os trabalhos da Casa —, afirmou Jucá.
Com relação à proposta que acaba com o voto secreto, ainda não há acordo entre a base governista e a oposição. O PSDB e o DEM querem votar a PEC do ex-senador Sérgio Cabral (PMDB-RJ), hoje governador do Rio de Janeiro, que acaba com o voto secreto exclusivamente para casos de perda mandato.
Já a líder do PT, Ideli Salvati (SC), defende a proposta do senador Paulo Paim (PT-RS), que acaba com toda e qualquer votação secreta. Além de cassações de mandato, o voto é secreto também em casos de análise de vetos presidenciais e de indicações de autoridades para cargos públicos.
Governo e oposição podem chegar a um acordo para desobstruir votação
Terça, 25 de Setembro de 2007 às 17:48, por: CdB